Meio Ambiente No total, foram 12.816 toneladas em seis cidades de janeiro a maio; números representam apenas 5% de todo lixo que é produzido
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Somente nos primeiros cinco meses deste ano, foram coletadas 12.816 toneladas de resíduos recicláveis em seis cidades da região. Os números não incluem São Caetano, que não informou os dados solicitados pelo Diário. O montante representa 85 mil quilos por dia, que são encaminhados a cooperativas de reciclagem que selecionam o material e dão um destino sustentável.
O número, porém, representa menos de 5% de todo lixo produzido. Santo André coleta para encaminhar à reciclagem 5,5% e São Bernardo, 5,1%. Já Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, respectivamente, 0,42%, 2% e 0,6%. A importância da educação ambiental e participação da sociedade na proteção do meio ambiente são tema deste mês por meio da campanha nacional Junho Verde.
São Bernardo e Santo André, cidades com maior densidade populacional, são as que mais recolheram resíduos recicláveis, somando, respectivamente, 6.816 e 5.604 toneladas. Em Diadema foram 181 toneladas; seguida por Ribeirão Pires, com 124; Mauá, que arrecadou 70; e Rio Grande da Serra, com 21. Já nos primeiros cinco meses de 2025, os seis municípios arrecadaram 12.670 toneladas de material, variação de 1,15%.
“Os números de São Bernardo demonstram a manutenção e o fortalecimento das ações de coleta seletiva, refletindo o engajamento da população e a ampliação das iniciativas voltadas à destinação ambientalmente adequada dos resíduos recicláveis”, destacou a Secretaria de Serviços Urbanos do município.
O material é recolhido por meio da coleta domiciliar, realizada porta a porta em dias estabelecidos conforme programação de cada município. Os moradores podem ainda levar resíduos até pontos de coleta das prefeituras. Recicláveis são encaminhados a cooperativas conveniadas que fazem triagem e comercializam, gerando renda aos cooperados, além de evitar o descarte irregular que impacta a natureza.
Os materiais coletados são papéis e papelão; vidros; plástico; metal, que inclui latas, fios e metais ferrosos. Os resíduos podem ser levados até pontos indicados em cada cidade. Entre eles, estão óleo de cozinha, armazenado em uma garrafa PET, eletrônicos, entulhos, móveis velhos e sobras de podas de árvore.
MUNICÍPIOS
Em Santo André, o volume de resíduos recicláveis inclui os materiais provenientes das Estações de Coleta – o município possui 30 equipamentos do tipo –, 112 PEVs (Postos de Entrega Voluntária), doações diretas às cooperativas de reciclagem e coletados pelos programas Moeda Verde e Moeda Pet. A iniciativa acontece em 36 comunidades do município e incentiva moradores a trocarem materiais que podem ser reciclados por alimentos e rações. O município possui ainda o projeto Meu Condomínio Recicla, presente em mais de 500 edifícios residenciais.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Diadema destacou que as cooperativas conveniadas ficam com 100% do lucro das vendas, gerando trabalho e renda para famílias de 45 cooperados no município. “A meta da Prefeitura é aumentar a quantidade de recicláveis coletados e, para isso, vem fazendo um trabalho de educação ambiental e de conscientização sobre a importância do programa junto à população”, ressaltou a Pasta.
Ribeirão Pires, por meio da Cooperpires, cooperativa de catadores de recicláveis do município, eventualmente realiza campanhas de sensibilização e fortalecimento da coleta seletiva nas redes sociais, em palestras e ações nas escolas da rede municipal de ensino.
A coleta de recicláveis em Rio Grande da Serra é feita por pontos de entrega voluntária em escolas e próprios municipais. Após uma palestra de conscientização, a Seclima disponibiliza cestas e big bags para que os moradores possam praticar o descarte seletivo. “Um produto se transforma em resíduo nas mãos do consumidor e é ele que deve destinar adequadamente”, explicou o secretário adjunto da Seclima e coordenador do Recicla Rio Grande, Flávio Nakaoka.
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