Ibañez não estava no radar do técnico Carlo Ancelotti até os amistosos de março, contra França e Croácia, quando o jogador do Al-Ahli, da Arábia Saudita, mostrou que, além de zagueiro, pode ser uma opção para a lateral-direita da seleção brasileira. Com as lesões de Éder Militão, que nem foi convocado para a Copa do Mundo, e de Wesley, cortado da competição, surge a chance do gaúcho de 27 anos ser o titular da seleção brasileira na estreia contra o Marrocos, no sábado, 13, no MetLife Stadium.
"Independentemente da posição em que eu for utilizado, me sinto pronto. Seja onde for, estarei preparado para representar o meu país. Como zagueiro ou lateral, me sinto pronto para atuar em qualquer uma dessas posições", disse Ibañez nesta terça-feira, 9, no hotel em que a seleção está hospedada em Basking Ridge, em Nova Jersey.
Danilo, jogador experiente de 34 anos, do Flamengo, é a outra opção para a lateral direita. No amistoso do final de semana passado contra o Egito, em Cleveland, Ibañez entrou como zagueiro, ao lado de Marquinhos, e após a lesão de Wesley foi Danilo que entrou na lateral, com boa atuação. Quem joga na estreia?
"Trabalhei forte na semana passada e também nesta semana, dando o meu melhor para estar o mais preparado possível para esse jogo de estreia. É o máximo que posso falar. Se eu fizer mais do que isso, depois fica ruim para mim", brincou.
Ibañez, que se destacou no Brasil pelo Fluminense, antes de ser vendido à Atalanta, da Itália, disse que não teve conversa específica com o técnico Carlo Ancelotti sobre jogar de lateral ou zagueiro.
"O mister (Ancelotti) é muito direto e objetivo. Dentro do grupo, ele esclarece bastante as coisas. Com o Danilo, o dia a dia também é muito bom, ele tira dúvidas dentro do grupo e também faz as duas funções. Mas não teve nenhuma conversa especial", disse o zagueiro e lateral.
Ao deixar a Roma, da Itália, onde se destacou para o futebol da Arábia Saudita, Ibañez admitiu que, por algum momento, temeu ficar fora do radar da seleção brasileira. São sete jogos de Ibañez pelo time principal do Brasil.
"A experiência na Arábia Saudita me fez crescer muito no futebol. Na Roma, eu não era capitão. No Al-Ahli, fui um dos capitães. Acreditei muito na liga e no quanto ela poderia crescer. Há vários jogadores de seleções que saíram de lá, o que mostra a força e a qualidade dos atletas que atuam no campeonato", completou.