Atropelamento Priscila Cabral foi atropelada no dia 31 de maio na Avenida Capitão João e sepultada neste domingo (7)
Supostos veículos envolvidos em alta velocidade na Avenida Capitão João, em Mauá FOTO: Reprodução

Familiares e conhecidos lançaram campanha de justiça pela morte de Priscila Meneses Cabral, 44 anos, atropelada na Avenida Capitão João, no bairro Matriz em Mauá, no dia 31 de maio e alegam que o carro que atingiu a vítima estaria em alta velocidade e disputando racha.
Após o atropelamento, a funcionária pública de Santo André foi socorrida em estado grave ao Hospital Nardini, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na última quinta-feira (4). O óbito foi constatado como morte cerebral. Priscila foi sepultada neste domingo (7), em Ribeirão Pires.
Nas redes sociais, amigos e parentes da vítima montaram a campanha #JustiçapelaPri. “Priscila foi atropelada na Avenida Capitão João, em Mauá, por um irresponsável apostando racha. Ele não pode ficar impune. A vida dela importa. A dor da nossa família é imensa, mas nossa voz será mais forte”, apontou o cartaz.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a funcionária pública havia saído de um bar de Mauá, ao lado do namorado Claudio Souza, 38, por volta das 3h. O casal estava conduzindo uma GM/Montana, que deu problema momentos depois. Segundo informações, o companheiro parou o veículo próximo a calçada e foi buscar ajuda.
Conforme relato do barbeiro e irmão da vítima, Wallace Cabral, 27, dois veículos (um Volkswagen/Up e uma BMW) estariam disputando racha na avenida, quando o Up tentou ultrapassar a BMW em alta velocidade. Contudo, a manobra teria atingido Priscila, que aguardava o conserto do seu veículo.
"Ela e o namorado (Claudio) estavam no bar, mas o carro deu problema na bateria e parou (na avenida). Na hora, ele parou encostado na calçada e ligou o pisca-alerta. Em vídeo, é possível ver uma BMW pela esquerda e o Up tentando cortar pela direita, com, no minímo, o dobro da velocidade permitida. Foi ai que atropelou minha irmã", disse o parente.
Nas filmagens de câmera de segurança, foi possível ver dois veículos em alta velocidade pela avenida.
"Queremos justiça pela Priscila, porque uma pessoa dessa não pode ficar impune. É muito dolorido, não foi uma imprudência, foi um crime. Ele tirou a vida dela", acrescentou Cabral.
Segundo o irmão da vítima, o motorista responsável pelo Up teve que parar no local, devido a destruição do próprio carro, mas foi liberado. Já o condutor da BMW não foi localizado. Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o caso é investigado como homicídio culposo na direção do veículo automotor no 1º Distrito Policial de Mauá, mas não confirmou as investigações como disputa de racha.
Ainda de acordo com Wallace Cabral, a irmã estava grávida no momento do acidente, sendo descoberto após dar entrada no hospital.
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