Ação de Flávio Bolsonaro Empresa ligada a Carla Ariane Trindade supostamente foi favorecida pelo governo
FOTO: Reprodução/TV Senado

O TCU (Tribunal de Contas da União) arquivou uma representação protocolada pelo pré-candidato ao Palácio do Planalto e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com pedido de investigação sobre a relação de uma empresa ligada a Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o Ministério da Educação. A Corte alegou que a ação apresentada pelo congressista não continha provas suficientes que fundamentassem a apuração.
Flávio questionava a aplicação e o destino de recursos públicos federais a um esquema de suposto favorecimento da empresa Life Tecnologia Educacional, operada pela ex-mulher de Marcos Cláudio, filho da ex-primeira-dama Marisa Letícia com Lula.
A firma, alvo da operação Coffe Break da Polícia Federal em novembro do ano passado, foi investigada por supostamente fraudar licitações em cidades do Interior paulista. Um homem apontado como líder de uma organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 125 milhões por meio de uma vencedora de licitações para fornecimento de material didático e kits de robótica para as prefeituras de Sumaré, Limeira, Morungaba e Hortolândia.
Carla, segundo as investigações, atuaria como lobista da quadrilha, para que abrisse portas no MEC (Ministério da Educação) e facilitasse a operação das empresas. Carla e o MEC não se manifestaram sobre o caso.
“A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades”, diz trecho do acórdão publicado no dia 26 de maio e divulgada apenas ontem.
A decisão da Corte, no entanto, não influencia na atuação da PF, que poderá dar continuidade à investigação do caso.
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