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Crianças mantêm tradição e pintam ruas de verde e amarelo na Copa

No Jardim Calux, em São Bernardo, pequenos transformam o asfalto em um palco de cores e união para o Mundial

07/06/2026 | 09:19
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Quando a tinta toca o chão e as bandeiras começam a balançar sobre o asfalto, não é apenas uma decoração que nasce. No Jardim Calux, em São Bernardo, a Copa do Mundo ganha forma pelas mãos da vizinhança, e principalmente das crianças, que transformaram a Rua Jânio Quadros em símbolo de festa, memória e paixão pelo futebol.

Apesar de nos últimos tempos a tradição ter se mostrado quase esquecida, por causa dos desempenhos nada convincentes da Seleção Brasileira e da falta de engajamento popular, a pintura de rua ainda segue viva em época de Mundial em diferentes cantos do País. E na comunidade do município são-bernardense ganhou significado especial. Moradores, famílias e vizinhos se uniram para decorar toda a via com desenhos temáticos e bandeirinhas, criando um cenário que chama atenção, ainda mais para uma geração que nunca viu o Brasil ganhar uma Copa do Mundo. 

O local ganhou a cara da Copa. No asfalto surgiram a icônica taça do Mundial, o emblema da Seleção Brasileira, a tradicional camisa amarela, o imponente Canarinho, uma bola e a bandeira nacional. Frases como ‘O País do Futebol’ e ‘Rumo ao Hexa’ reforçam o clima da torcida em relação às expectativas para o torneio, enquanto as bandeiras dos países-sedes, no caso, Estados Unidos, México e Canadá, mobilizam a população antes de a bola rolar em solo norte-americano.

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O colorido não fica apenas no chão. Penduradas, fitas verdes, amarelas e azuis cruzam o caminho e formam um corredor iluminado sobre a cabeça dos moradores. A instalação exigiu esforço coletivo e acabou sendo uma das partes mais trabalhosas do projeto.

Entre tintas, pincéis e conversas, crianças e adultos dividiram tarefas e viveram um período marcado pelo trabalho em equipe, com apenas um objetivo em mente: apoiar a Amarelinha incondicionalmente. 

Lucas Miguel Ferreira da Silva, 10 anos, participou da pintura e viu de perto a mudança da rua. Para ele, o mais bonito foi justamente a união dos moradores. “Eu achei legal e divertido, pois as pessoas se juntam e conseguem transformar tudo isso”, contou. Apaixonado pela modalidade, Lucas pretende assistir aos jogos com a família e acredita que o Brasil será o grande campeão. Vestindo o lendário uniforme azul, ele revelou que Neymar é seu jogador favorito e uma das suas inspirações, ao lado do francês Kylián Mbappé. “Estou na expectativa de que o Brasil vai ganhar.”

O jovem Daniel Moreira Nunes, 12, destacou que o mutirão deixou um sentimento especial no bairro. “É muito legal unir todo mundo para pintar a rua”, resumiu. Ele acredita que a decoração mudou o clima da comunidade. “Ela deixa as pessoas mais felizes e animadas no mês da Copa do Mundo”, afirmou. Atacante nas partidas de futebol com os amigos, o garoto tem o argentino Messi como referência e vai acompanhar a Copa com a expectativa nas alturas. Apesar de enxergar seleções fortes como Espanha e Alemanha na disputa pelo topo do mundo, Daniel mantém a confiança na equipe brasileira, que busca encerrar jejum de 24 anos e garantir a sexta estrela. “A expectativa está bem alta. Acho que vai dar Brasil. Estou bem ansioso.”

O pequeno Luiz Guilherme de Oliveira, 9, também encontrou na arte um motivo para esperar pelo Mundial. “Eu gostei bastante, tem muitos detalhes nas bandeiras e no símbolo do Brasil”, contou. Fã declarado do atacante Vinícius Júnior, ele prefere acompanhar as partidas com seus parentes e já fez sua aposta para o torneio. “Eu estou muito animado para a Copa. Tem muita gente treinada para esse momento”, explicou.

A tradição de decorar a rua, passada entre gerações, segue mostrando que a Copa vai muito além do futebol. O torneio significa memória e pertencimento. Enquanto o País espera pelo apito inicial, o Grande ABC já vive o próprio Mundial, construído pelas mãos da comunidade e pelos sonhos das crianças. 

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