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Nunes Marques assume ações sobre 'Dark Horse' e áudio de Flávio e Vorcaro

O Ministro do STF será o relator de duas ações que discutem abuso econômico e político ligado ao financiamento e à exibição do longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro

04/06/2026 | 18:00
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FOTO: Reprodução/STF Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, será o relator de duas ações relacionadas ao filme Dark Horse e de uma terceira sobre a pesquisa AtlasIntel que mencionava áudios do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Os processos discutem possível abuso econômico e político ligado ao financiamento e à exibição do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e suposto direcionamento eleitoral na pesquisa eleitoral.

Na ação que questiona a pesquisa da AtlasIntel, movida pelo PL, a legenda sustenta que o levantamento teria induzido os entrevistados contra Flávio Bolsonaro ao reproduzir, em um dos questionários, o áudio de uma conversa dele com Vorcaro, em que o parlamentar pede apoio financeiro para o filme Dark Horse.

Segundo os advogados do partido, oito das 48 perguntas da pesquisa tratavam do suposto envolvimento de Flávio com Vorcaro, o que configuraria "claro induzimento" do eleitorado.

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Na ocasião, o levantamento mostrou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro caiu seis pontos porcentuais desde abril e apareceu com 41,8% das intenções de voto contra 48,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno presidencial.

A AtlasIntel afirmou que o teste do áudio foi aplicado exclusivamente após a conclusão e submissão integral do questionário principal do levantamento pelo respondente.

Em outra ação, Nunes Marques vai relatar o pedido do deputado Rogério Correia (PT-MG) para barrar a exibição do filme Dark Horse. O parlamentar sustenta que a produção sobre Jair Bolsonaro pode gerar um "efeito eleitoral abusivo" durante a campanha presidencial.

De acordo com o presidente, o pedido visa "proteger a igualdade de chances, a transparência do financiamento político, a soberania popular e a liberdade real do voto".

Já no terceiro processo, o ministro ficará responsável pela ação do deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que pede investigação sobre possíveis abusos de poder econômico e político no financiamento do filme. Segundo o parlamentar, a produção pode influenciar o cenário eleitoral e desequilibrar a disputa presidencial.

Recém-empossado na presidência da Corte, Nunes Marques editou, no fim de maio, uma resolução que concentrou nele e nos ministros André Mendonça, vice-presidente, e Estela Aranha a análise de ações sobre propaganda eleitoral durante a campanha presidencial.

Caberá ao trio decidir sobre pedidos das campanhas contra propagandas de adversários e também analisar solicitações de direito de resposta apresentadas ao longo da disputa eleitoral.

Indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em outubro de 2020, Kassio Nunes Marques já estava predestinado a comandar o TSE em 2026, já que a presidência da Corte é definida por um sistema de rodízio entre ministros do STF.




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