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59 anos do primeiro álbum de David Bowie: onde tudo começou

Lançado em 1º de junho de 1967, o disco homônimo já trazia as influências do artista que revolucionaria a música

Loik Marques
Especial para o Diário
01/06/2026 | 12:23
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O lançamento de do álbum David Bowie completa 59 anos nesta segunda-feira (1). Bowie tinha apenas 20 anos quando o disco saiu pela Deram Records. O álbum é o começo da carreira icônica do cantor.

Lançado em 1º de junho de 1967, o álbum teve o azar de chegar às lojas no mesmo dia que Sgt. Pepper''''s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles. Soterrado pelo lançamento mais aguardado do ano, mal apareceu nas paradas, chegando à posição 125 no Reino Unido. Mas para quem soubesse ouvir, havia algo diferente naquele disco.

Com raízes no music hall britânico, no vaudeville e numa pitada de psicodelia, o álbum soa como um artista ainda procurando sua voz. Love You Till Tuesday é a faixa mais direta, com uma pegada pop que mostra que Bowie sempre soube o que era um bom gancho melódico. We Are Hungry Men já antecipa os temas distópicos que reapareceriam em Ziggy Stardust e Diamond Dogs. She''''s Got Medals, com sua protagonista que troca de identidade de gênero para servir no exército, é um um indício de como Bowie definiria as personagens como Ziggy Stardust e Aladdin Sane anos depois.

O próprio Bowie não guardava muito carinho por esse período. Em entrevista à Q Magazine, foi direto: "Não tenho muito a dizer em favor disso. Liricamente, havia uma tentativa de ser algo, como um contador de histórias curtas. Musicalmente, é bastante bizarro. Não sei onde estava com a cabeça. Parecia ter raízes em todo lugar, no rock, no vaudeville, no music hall. Não sabia se eu era Max Miller ou Elvis Presley."

O álbum não foi um sucesso. Mas foi um começo honesto, e olhando para trás, um começo cheio de pistas. A inquietação, a vontade de experimentar, a incapacidade de ficar parado, tudo isso já estava ali. De Hunky Dory a Low, de Let's Dance a Blackstar, seu último álbum, lançado dois dias antes de sua morte em janeiro de 2016, Bowie nunca parou de se reinventar.

59 anos depois, o disco que quase ninguém ouviu quando saiu soa como o capítulo zero da história icônica do artista.

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