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China ameaça retaliar UE caso bloco adote novas restrições contra seus produtos

30/05/2026 | 12:00
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Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A China afirmou neste sábado (30) que responderá com medidas de retaliação caso a UE (União Europeia) avance com novas restrições comerciais consideradas discriminatórias por Pequim. A advertência foi feita pelo Ministério do Comércio chinês após uma reunião da Comissão Europeia dedicada a discutir as relações com a China e possíveis instrumentos de defesa comercial.

Em comunicado, o ministério disse esperar que a UE respeite as regras da OMC (Organização Mundial do Comércio), preserve o livre comércio e rejeite o protecionismo. Ao mesmo tempo, alertou que, se Bruxelas insistir em adotar unilateralmente novas ferramentas comerciais e impor restrições discriminatórias, "a China responderá de forma firme e adotará medidas eficazes para proteger seus próprios interesses".

A manifestação ocorre em meio ao debate europeu sobre o fortalecimento dos mecanismos de defesa comercial diante do aumento das exportações chinesas em setores estratégicos. Na sexta-feira (29) autoridades da UE discutiram propostas que podem ampliar o uso de tarifas, cotas e outras medidas para conter a entrada de produtos subsidiados por governos estrangeiros.

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Apesar do tom duro, o Ministério do Comércio ressaltou que os canais de diálogo entre China e UE permanecem abertos. Segundo o comunicado, as duas partes discutem a criação de um mecanismo de consultas sobre comércio e investimentos e deverão realizar novas rodadas de diálogo para administrar divergências.

A advertência também sucede ameaças feitas por Pequim nesta semana de abrir investigações comerciais contra a UE caso avance um instrumento europeu voltado ao chamado excesso de capacidade industrial. Autoridades chinesas avaliam que a proposta poderá atingir diretamente exportações do país em segmentos como veículos elétricos, aço e painéis solares, aprofundando as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo depois dos Estados Unidos.




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