Eleições 2026 Deputada pela Rede cita déficit de mulheres no Congresso Nacional, porém diz que decisão entre ex-ministra e Márcio França cabe ao PSB
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Pré-candidata ao Senado, a deputada federal Marina Silva (Rede) sinalizou nesta sexta-feira (29), em visita à sede do Diário, a preferência pela possibilidade de dividir chapa com Simone Tebet (PSB) na disputa das duas vagas neste ano. A parlamentar defendeu o fortalecimento da representação feminina e afirmou ver simbolismo político em uma eventual dobradinha entre duas mulheres no palanque pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-ministro Fernando Haddad (PT) na corrida pelo governo paulista.
“Temos um déficit de representação de mulheres no Congresso Nacional e agora temos a chance de duas vagas ao Senado para tirar essa diferença. É bom que tenhamos mulheres disputando para as duas cadeiras”, afirmou Marina, que trata sua indicação como praticamente pacificada dentro da federação Psol-Rede. A declaração da ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima reforçou a preferência política pela composição com Tebet, ainda que evite tratar o tema como definição consolidada.
A parlamentar, porém, ponderou que a escolha do segundo nome da chapa ao Senado cabe ao PSB, legenda do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ex-ministro Márcio França, outro cotado para concorrer a um dos assentos dentro do grupo político de Lula. Segundo Marina, a discussão ocorre de forma “madura” dentro da frente sustentada pelo Palácio do Planalto. Mas a preferência por Tebet foi novamente reforçada pela união de perfis diferentes na formação, religião e trajetória política.
“Neste País dividido, onde tem muita gente que aposta no ódio, na divisão e na cisão, podemos ter duas mulheres concorrendo (para o Senado). Estou falando aqui o que isso representa. Uma mulher preta e uma mulher branca. Uma mulher evangélica e uma mulher católica. Uma mulher do agro e uma mulher de uma trajetória histórica na luta ambiental lá dos seringais da Amazônia. Quer uma síntese melhor e maior para que a gente possa dizer que agora pode unir São Paulo e o Brasil?”, indagou.
Com a biografia ligada à pauta ambiental, Marina sustentou que sua eventual candidatura ao Senado pretende dialogar com temas diversos, como segurança pública e emprego. A deputada defendeu que o combate ao crime organizado exige inteligência, tecnologia e investimentos, citando ações do governo federal. “Enfrentar o crime organizado na Amazônia não é para amador. Requer inteligência, treinamento, equipamento e tecnologia”, disse a deputada, que ainda apontou educação e desenvolvimento tecnológico como pilares que defenderá.
PESQUISA
Segundo pesquisa divulgada neste sábado (30) pelo Instituto Vox Brasil, Marina se desponta na liderança na corrida pelo Senado, com 27,9% das intenções de voto, tecnicamente empatada com o deputado federal Guilherme Derrite (Progressista), que registra 25,9%. Em seguida, surge o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), André do Prado (PL), com 24,8%, acompanhado por Tebet, 22,8%, Ricardo Salles (Novo), 20,1% e Márcio França, 15,5%.
O levantamento ouviu 1.480 pessoas e tem margem de erro de 2,55 pontos percentuais para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 deste mês e está registrada do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob os números BR-08794/2026 e SP-02228/2026
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