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Justiça extingue processo da Dolly por recuperação extrajudicial

A medida ocorreu porque a Dolly não entregou, no dia 19, documentação exigida para migrar ao sistema de recuperação extrajudicial

Beatriz Mirelle
27/05/2026 | 08:45
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Após decisão judicial, o grupo Dolly perdeu a proteção que mantinha as empresas do conglomerado blindadas de parte das cobranças desde o início do processo de recuperação judicial, iniciado há oito anos. A medida ocorreu porque a Dolly não entregou, no dia 19, documentação exigida para migrar ao sistema de recuperação extrajudicial.

A última movimentação do processo, publicada nesta terça-feira (26), mostra que o grupo pediu prorrogação de 30 dias para apresentar as listas definitivas de credores e os termos de adesão necessários para comprovação do quórum legal por causa da alta complexidade e para evitar retificações futuras, mas o juiz Guilherme Lamêgo, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, negou. 

“Indefiro o pedido de prorrogação de prazo e, por conseguinte, determino a extinção do processo sem julgamento de mérito. Diante do não preenchimento dos requisitos legais no prazo concedido, a medida que se impõe é a extinção da presente demanda.”

DGABC

A desistência da recuperação judicial autoriza que o fisco tome medidas para execução de créditos. Com sede em Diadema, o grupo teve resultado líquido negativo de R$ 25,8 milhões no ano passado.

O novo pedido para entrada em recuperação extrajudicial pode ser feito a qualquer momento, segundo decisão. O Diário entrou em contato com o advogado da Dolly, Edgar Bechara, e aguarda retorno.

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