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Deslizamento em Mauá completa um mês e moradores esperam respostas

Caso que ocorreu em 22 de abril interditou parcialmente a Avenida Capitão João e a Rua Justino Cardoso da Silveira

26/05/2026 | 07:37
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Pouco mais de um mês após o deslizamento de terra que atingiu a Avenida Capitão João, no Parque Guapituba, em Mauá, moradores do entorno seguem convivendo com a interdição parcial da via, insegurança e ausência de uma solução definitiva para o problema. O caso ocorreu na manhã de 22 de abril e comprometeu um dos principais acessos entre Mauá e Ribeirão Pires.

Desde então, parte da pista permanece bloqueada, enquanto a comunidade relata preocupação com novos desmoronamentos, especialmente em dias de chuva. Na Rua Justino Cardoso da Silveira, situada na parte superior do trecho, a sensação é de abandono e descrença.

O aposentado Reinaldo de Souza, 68 anos, afirma que sinais de infiltração já eram percebidos antes do desmoronamento. “Foi avisado que o chão estava rachando, que alguma coisa estava acontecendo. Isso já vinha sendo falado há tempos, porque tinha um cano estourado e começou a infiltrar água. Ficou um longo período vazando e todo mundo falava”, relatou.

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O aposentado também afirmou que, recentemente, novos sinais de movimentação de terra foram percebidos. “Quando começou a chover de novo, desceu mais um pedaço do barranco. Agora estão falando que o asfalto lá embaixo está estourando também.”

A preocupação também é compartilhada pela dona de casa Érica de Souza, 47, e pelo filho, o operador de máquina Kevin de Souza, 20, moradores da mesma rua. “Eles estão esperando esse barranco cair em cima de uma pessoa ou de um carro que esteja passando”, pontuou o jovem.

“Há rachaduras próximas ao ponto onde ocorreu o deslizamento e, se voltar a chover, existe o risco de novos desmoronamentos. Os dias passam e nada é feito, o que acaba prejudicando todos nós. Além das casas, também nos preocupa a situação da avenida, que tem grande movimento”, destacou Érica.

REFLEXOS

Além do risco estrutural, grupo de vizinhos relata dificuldades de mobilidade devido às mudanças no trânsito. A Rua Justino Cardoso da Silveira passou a ter parte da circulação restrita para moradores, enquanto motoristas enfrentam lentidão e desvios na Avenida Capitão João.

O mecânico e comerciante Maicon de Sá, 30, afirma que a situação preocupa comerciantes e motoristas que passam diariamente pelo trecho. “O trânsito na Avenida ficou complicado, principalmente nos horários de pico. E fora isso tem o risco de cair mais terra, e pode fechar a rua inteira ou atingir algum carro.”

Ele também critica a demora para uma solução definitiva. “Passam os dias e ninguém faz nada. A população inteira está reclamando. O pessoal comenta toda hora sobre isso.”

Em nota, a Prefeitura de Mauá informou que, assim que tomou conhecimento do deslizamento, mobilizou equipes da Defesa Civil, do Sama (Saneamento Básico Município de Mauá), das secretarias de Mobilidade Urbana, Obras e Serviços Urbanos.

Segundo a administração municipal, a apuração indicou que a possível causa do desmoronamento foi um vazamento de água na rede da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado).

“Monitorando de perto toda situação, o prefeito Marcelo Oliveira (PT) procurou o governo do Estado, que enviou a Defesa Civil para analisar o caso. O chefe do Executivo também conversou com o presidente da Sabesp, que assumiu o compromisso de resolver o problema. A Prefeitura já abriu um processo emergencial dentro da legalidade para dar a devida atenção que a ocorrência merece.”

Já a Sabesp informou que no dia da ocorrência houve o rompimento de uma conexão do ramal de água, “provavelmente provocado pelo próprio deslizamento”, e o reparo foi executado no mesmo dia.

A empresa ressaltou ainda que não realiza obras no local e que, até o momento, “não foi identificado nexo causal que relaciona a atuação da companhia ao deslizamento registrado na via”.




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