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Novo Plano Diretor amplia transformação urbana de Santo André

Pauta climática dentro da política urbana do município é um dos eixos centrais da proposta

Felipe Delmondes
Especial para o Diário
24/05/2026 | 22:08
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Prefeitura de Santo André protocolou na Câmara na última semana o novo Plano Diretor do município com propostas que podem alterar significativamente o perfil urbano da cidade nos próximos anos. O texto prevê a liberação de prédios de até 35 andares para toda MZU (Macrozona Urbana), cria zonas voltadas à reestruturação urbana, restringe microapartamentos e tem como metas o desenvolvimento econômico, a qualidade ambiental, a resiliência climática e a justiça social.

O projeto foi enviado pelo Executivo com pedido de tramitação em urgência e o Legislativo deve iniciar discussão nas próximas semanas.

Entre os pontos de maior impacto está a criação da ZREEU (Zona de Reestruturação Urbana de Elevado Potencial), destinada a regiões consideradas estratégicas pela Prefeitura por concentrarem infraestrutura, corredores de transporte e antigas áreas industriais com potencial de transformação. 

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Na prática, a proposta abre caminho para a conversão de antigos galpões e eixos industriais em empreendimentos residenciais, comerciais e de serviços, ampliando o processo de verticalização em partes da cidade. O texto também estabelece parâmetros urbanísticos que permitem edificações de até 100 metros de altura, cerca de 35 pavimentos, na MZU. 

Além da ampliação do potencial construtivo, o projeto prevê mudanças no modelo habitacional. O documento estabelece restrições a microapartamentos e define metragem mínima de 35 metros quadrados para unidades de HIS (Habitação de Interesse Social). A proposta também reforça o objetivo de estimular moradias próximas a corredores de transporte público e áreas urbanizadas, ao mesmo tempo em que endurece medidas para conter ocupações irregulares em regiões de manancial e proteção ambiental. 

Outro eixo central do projeto é a inclusão da pauta climática dentro da política urbana do município. O texto prevê ações voltadas à adaptação da cidade para eventos climáticos extremos, incluindo implantação de jardins de chuva, ampliação de áreas verdes, incentivo a telhados verdes, combate às ilhas de calor e adoção de energia solar em equipamentos públicos.

Na área de mobilidade, o projeto prioriza transporte coletivo, com incentivo à mobilidade ativa e medidas para reduzir a dependência do automóvel em regiões centrais. O documento também prevê a criação de zonas voltadas à inovação e tecnologia, com foco na atração de empresas de base tecnológica. 

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