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Eleições 2026: Há 30 anos, Brasil vota pela urna eletrônica

O modelo mais recente possui criptografia para evitar fraudes

24/05/2026 | 16:15
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 As eleições de outubro marcam profundas transformações na Democracia brasileira. Neste ano, em que o país vai às urnas para decidir quem será o futuro presidente do Brasil, além da escolha pelo governador, senadores e deputados, estadual e federal, a urna eletrônica completa 30 anos.

Em 2026, o modelo brasileiro de eleições celebra três décadas de inovação tecnológica, inclusiva, política e histórica. O projeto foi aprimorado a cada eleição e o objetivo segue o mesmo: de combater fraudes e garantir segurança e agilidade na contagem dos votos.

A implementação do voto eletrônico começou nas Eleições Municipais de 1996 em 57 cidades do país, incluindo as 26 capitais e as cidades com mais de 200 mil eleitores. Naquele ano, cerca de 32 milhões de eleitores puderam votar em uma urna eletrônica pela primeira vez.

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Apesar de serem implementadas somente em 1996, o uso de “máquinas de votar” estava previsto no artigo 57 do Código Eleitoral de 1932, documento que garantiu o voto secreto, o voto feminino e a criação da Justiça Eleitoral.

As urnas eletrônicas usadas em 1996 já contavam com a impressão do Boletim de Urna, que assegurava que os resultados gravados na urna não poderiam ser alterados. Após sete eleições gerais e sete eleições municipais, o modelo mais recente possui novas tecnologias de criptografia para evitar fraudes e garantir a segurança do processo eleitoral.

Risco de IA nas eleições

Além deste marco, as eleições terão um desafio: o uso de inteligência artificial. Em março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou as regras previstas para o uso durante a campanha.

Nesta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Nunes Marques, que assumiu a presidência do TSE neste ano, destacou que a Justiça Eleitoral vem se preparando continuamente para enfrentar os desafios desse cenário digital.

A declaração foi dada em seu primeiro evento público à frente do órgão. Nunes Marques enfatizou ainda, os riscos de disseminação de deepfakes, da desinformação e de ataques ao sistema eleitoral. As declarações foram feitas na abertura do seminário "Seta Debate — Inteligência Artificial nas Eleições 2026.

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