Democracia O modelo mais recente possui criptografia para evitar fraudes
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As eleições de outubro marcam profundas transformações na Democracia brasileira. Neste ano, em que o país vai às urnas para decidir quem será o futuro presidente do Brasil, além da escolha pelo governador, senadores e deputados, estadual e federal, a urna eletrônica completa 30 anos.
Em 2026, o modelo brasileiro de eleições celebra três décadas de inovação tecnológica, inclusiva, política e histórica. O projeto foi aprimorado a cada eleição e o objetivo segue o mesmo: de combater fraudes e garantir segurança e agilidade na contagem dos votos.
A implementação do voto eletrônico começou nas Eleições Municipais de 1996 em 57 cidades do país, incluindo as 26 capitais e as cidades com mais de 200 mil eleitores. Naquele ano, cerca de 32 milhões de eleitores puderam votar em uma urna eletrônica pela primeira vez.
Apesar de serem implementadas somente em 1996, o uso de “máquinas de votar” estava previsto no artigo 57 do Código Eleitoral de 1932, documento que garantiu o voto secreto, o voto feminino e a criação da Justiça Eleitoral.
As urnas eletrônicas usadas em 1996 já contavam com a impressão do Boletim de Urna, que assegurava que os resultados gravados na urna não poderiam ser alterados. Após sete eleições gerais e sete eleições municipais, o modelo mais recente possui novas tecnologias de criptografia para evitar fraudes e garantir a segurança do processo eleitoral.
Risco de IA nas eleições
Além deste marco, as eleições terão um desafio: o uso de inteligência artificial. Em março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou as regras previstas para o uso durante a campanha.
Nesta semana, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Nunes Marques, que assumiu a presidência do TSE neste ano, destacou que a Justiça Eleitoral vem se preparando continuamente para enfrentar os desafios desse cenário digital.
A declaração foi dada em seu primeiro evento público à frente do órgão. Nunes Marques enfatizou ainda, os riscos de disseminação de deepfakes, da desinformação e de ataques ao sistema eleitoral. As declarações foram feitas na abertura do seminário "Seta Debate — Inteligência Artificial nas Eleições 2026.
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