Definição Via continua parcialmente interditada quase um mês após desmoronamento; Prefeitura e Sabesp divergem sobre causas do problema
FOTO: Celso Luiz/DGABC

Quase um mês após o deslizamento de terra registrado na Avenida Capitão João, no Parque Guapituba, em Mauá, o trecho afetado segue parcialmente interditado e ainda sem solução definitiva anunciada pelas autoridades municipais. O caso ocorreu no dia 22 de abril e atingiu uma das principais vias de ligação da cidade.
Na ocasião, parte do barranco cedeu e arrastou terra, árvores, bambus e resíduos para a pista, bloqueando uma faixa no sentido Ribeirão Pires.
Em resposta ao Diário, a Prefeitura de Mauá informou que acompanha o caso por meio das secretarias de Proteção e Defesa Civil, Mobilidade Urbana, Serviços Urbanos, Obras e Sama. Segundo o município, análises técnicas preliminares da Secretaria de Obras e da Defesa Civil apontam que a erosão “pode ter sido causada por um vazamento em dutos da Sabesp”.
A administração municipal informou ainda que o prefeito Marcelo Oliveira (PT) entrou em contato com o governo do Estado e que, no dia 9 de maio, foi realizada uma vistoria técnica com participação da Defesa Civil do Estado de São Paulo e do Corpo de Bombeiros na Rua Justino Cardoso da Silveira, região afetada pelo risco de deslizamento de talude.
De acordo com a Prefeitura, será necessária uma “obra complexa”, que ainda depende de estudos de topografia e sondagem do solo para definição da intervenção definitiva. Enquanto isso, a limpeza do trecho segue sendo feita “de forma criteriosa”, segundo o município, para evitar novos deslizamentos e preservar a estabilidade do talude.
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Mesmo após semanas do ocorrido, a faixa afetada da Avenida Capitão João continua interditada parcialmente. A suspeita anterior é que um rompimento de uma conexão do ramal de água teria causado o problema, fato negado pela Sabesp.
Ao Diário, a Sabesp informou que o episódio registrado na Avenida Capitão João “refere-se a um deslizamento de terra, e não a um processo de erosão”. Segundo a companhia, no dia da ocorrência houve o rompimento, “provavelmente provocado pelo próprio deslizamento”, e o reparo foi executado ainda no mesmo dia.
A empresa também declarou que não realiza obras no local e que, até o momento, “não foi identificado nexo causal que relacione a atuação da Companhia ao deslizamento registrado na via”.
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