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Deslizamento na Avenida Capitão João segue sem solução em Mauá

Via continua parcialmente interditada quase um mês após desmoronamento; Prefeitura e Sabesp divergem sobre causas do problema

Loïk Marques
Especial para o Diário
21/05/2026 | 17:49
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FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Quase um mês após o deslizamento de terra registrado na Avenida Capitão João, no Parque Guapituba, em Mauá, o trecho afetado segue parcialmente interditado e ainda sem solução definitiva anunciada pelas autoridades municipais. O caso ocorreu no dia 22 de abril e atingiu uma das principais vias de ligação da cidade.

Na ocasião, parte do barranco cedeu e arrastou terra, árvores, bambus e resíduos para a pista, bloqueando uma faixa no sentido Ribeirão Pires. 

Em resposta ao Diário, a Prefeitura de Mauá informou que acompanha o caso por meio das secretarias de Proteção e Defesa Civil, Mobilidade Urbana, Serviços Urbanos, Obras e Sama. Segundo o município, análises técnicas preliminares da Secretaria de Obras e da Defesa Civil apontam que a erosão “pode ter sido causada por um vazamento em dutos da Sabesp”.

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A administração municipal informou ainda que o prefeito Marcelo Oliveira (PT) entrou em contato com o governo do Estado e que, no dia 9 de maio, foi realizada uma vistoria técnica com participação da Defesa Civil do Estado de São Paulo e do Corpo de Bombeiros na Rua Justino Cardoso da Silveira, região afetada pelo risco de deslizamento de talude.

De acordo com a Prefeitura, será necessária uma “obra complexa”, que ainda depende de estudos de topografia e sondagem do solo para definição da intervenção definitiva. Enquanto isso, a limpeza do trecho segue sendo feita “de forma criteriosa”, segundo o município, para evitar novos deslizamentos e preservar a estabilidade do talude.

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Mesmo após semanas do ocorrido, a faixa afetada da Avenida Capitão João continua interditada parcialmente.  A suspeita anterior é que um rompimento de uma conexão do ramal de água teria causado o problema, fato negado pela Sabesp.

Ao Diário, a Sabesp informou que o episódio registrado na Avenida Capitão João “refere-se a um deslizamento de terra, e não a um processo de erosão”. Segundo a companhia, no dia da ocorrência houve o rompimento, “provavelmente provocado pelo próprio deslizamento”, e o reparo foi executado ainda no mesmo dia.

A empresa também declarou que não realiza obras no local e que, até o momento, “não foi identificado nexo causal que relacione a atuação da Companhia ao deslizamento registrado na via”.

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