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FOTO: DGABC

Há uma década, São Paulo deu início a uma nova era para o movimento paralímpico nacional com a inauguração do CTPB (Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro). Viabilizado por meio de parceria entre o governo do Estado e a União, o complexo tornou-se um dos principais polos esportivos voltados às pessoas com deficiência no Brasil e exerce papel estratégico na consolidação do País como potência paralímpica.
Desde sua criação, em 23 de maio de 2016, o Centro tem sido referência para atletas de alto rendimento e para o fortalecimento do paradesporto nacional. Foi palco da aclimatação da delegação brasileira para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 justamente por reunir, em um único espaço, a infraestrutura necessária a atletas habituados às exigências das grandes competições internacionais.
Mais do que um equipamento esportivo, o Centro representa um investimento estratégico em uma política pública de inclusão. É uma rede de apoio estruturada, com condições adequadas de treinamento e suporte técnico especializado, que permite não apenas o desenvolvimento de atletas de excelência, mas também a criação de oportunidades concretas de autonomia, pertencimento e protagonismo para as pessoas com deficiência.
Os resultados dessa política da gestão Tarcísio de Freitas são evidentes. Um exemplo é o Time São Paulo Paralímpico, criado pelo governo de São Paulo, por meio da SEDPcD (Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência), em parceria com o CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro).
No ano da inauguração do Centro de Treinamento, a equipe contava com 28 atletas em nove modalidades. Atualmente, reúne 157 esportistas em 16 modalidades. Nos Jogos Paralímpicos de Paris, os atletas do Time SP conquistaram 35 das 89 medalhas da delegação brasileira – quase 40% do total.
O impacto do CTPB vai muito além da formação de atletas de elite. O espaço também exerce papel fundamental na capacitação de árbitros, professores de educação física e classificadores funcionais, profissionais indispensáveis para o fortalecimento do esporte paralímpico em todo o País. São eles que levam as modalidades às escolas, ampliam o acesso à prática esportiva e garantem competições mais justas e tecnicamente qualificadas.
Mais do que quadras, pistas, piscinas, campos e tatames, o CTPB representa espaço de acolhimento, inspiração e transformação social. Um ambiente que reafirma diariamente o potencial das pessoas com deficiência e fortalece uma cultura de respeito, inclusão e oportunidades. São iniciativas que asseguram não só excelência esportiva, mas a continuidade de um projeto que transformou o Brasil em potência mundial no paradesporto.
Marcos da Costa é advogado e secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Foi presidente da OAB-SP por duas gestões: 2013 a 2015 e 2016 a 2018.
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