Levantamento IPS Índice de Progresso Social avaliou parâmetros como necessidades básicas oferecidas, bem-estar e desenvolvimento de 5.570 municípios do País; São Bernardo aparece em quarto lugar entre as maiores de 500 mil habitantes
Imagem de São Bernardo (FOTO: Divulgação/PMSBC)

São Bernardo e São Caetano ficaram entre os 50 melhores municípios do País no ranking IPS (Índice de Progresso Social) 2026, que avaliou o desempenho social e ambiental das 5.570 cidades brasileiras. Além das duas, outras cidades da região também apresentaram avanço, com aumento na pontuação do índice de qualidade de vida.
Entre as melhores colocadas, São Bernardo apareceu na 37ª posição geral, com nota 69,92, enquanto São Caetano ficou em 40º lugar, com 69,85 pontos. As duas cidades avançaram em relação ao levantamento anterior, quando ocupavam, respectivamente, as 49ª e 46ª colocações.
O ranking nacional foi feito com base em 57 indicadores sociais e ambientais, utilizando fontes públicas como DataSUS e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre outras. Para avaliação, os parâmetros são divididos em três eixos: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-Estar e Oportunidades.
Além da melhor nota da região, São Bernardo também garantiu o quarto lugar geral entre os territórios com mais de 500 mil habitantes. Já São Caetano apareceu em sexto no levantamento das cidades com 100 a 500 mil habitantes.
Entre os destaques de São Bernardo, o estudo indicou positivamente saúde e bem-estar e qualidade do meio ambiente, além de questões do eixo de oportunidades como acesso a programas de direitos humanos e acesso à cultura, lazer e esportes. A cidade ainda ficou entre as 100 melhores do Brasil, no critério de acesso à Educação Superior. Nesse quesito, a Prefeitura destacou a criação da Faculdade Municipal, com vagas na área da saúde no Programa Educa Mais Saúde, incluindo Medicina e bolsas de estudo na Faculdade de Direito de São Bernardo.
“O levantamento reforça também o papel como cidade dinâmica, sustentável e centrada nas pessoas, reafirmando o compromisso da administração em transformar dados e índices em ações concretas para o bem-estar da população”, declarou em nota o prefeito Marcelo Lima (Podemos).
Em São Caetano, o IPS também avaliou o acesso ao ensino universitário como ponto forte municipal, ficando na 18ª colocação. O abastecimento de água, acesso à comunicação e moradia foram outros destaques positivos do levantamento.
COMPARAÇÕES
O ranking apontou Diadema com 67,49 e Santo André com 66,72. Ribeirão Pires (65,20), Mauá (65,06) e Rio Grande da Serra (63,02) completaram a lista, sendo que apenas a última ficou abaixo da média geral brasileira (63,40). A qualidade do meio ambiente foi um ponto forte em comum.
Em comparação com 2025, todos os municípios do Grande ABC apresentaram crescimento. Na última edição, a cidade são-caetanense liderava o índice regional com 68,38, um pouco à frente de São Bernardo (68,34). Diadema e Santo André apareciam na sequência com, respectivamente, 65,68 e 65,49. Assim como este ano, Ribeirão Pires (63,90), Mauá (63,05) e Rio Grande da Serra (61,72) fechavam o compilado local.
Apesar do aumento nas notas, nem todas as cidades apresentaram melhora nas posições. Santo André saiu de 358ª para 398ª, Ribeirão Pires de 758ª para 797ª e Rio Grande da Serra de 1.489ª para 1.651ª. Já Diadema subiu de 325ª para 254ª e Mauá avançou de 1.027ª para 852ª.
“Apesar da variação no ranking, o aumento da pontuação demonstra avanço em áreas importantes para a qualidade de vida da população. O município mantém investimentos em preservação ambiental, além de ações contínuas voltadas à educação e ao desenvolvimento social”, disse a Prefeitura de Ribeirão Pires.
A administração de Diadema disse que o avanço demonstra que a cidade voltou a evoluir em indicadores importantes de qualidade de vida, promovendo uma série de ações voltadas à reorganização dos serviços públicos, recuperação da cidade e melhoria do atendimento à população. "Ampliou as ações de zeladoria urbana, limpeza pública, manutenção de vias, revitalização de praças e recuperação de espaços degradados por meio de programas permanentes como o Cidade da Hora", falou.
O levantamento é feito pelo Instituto de Progresso Social Brasil, Social Progress Imperative, Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia), Fundação Avina, Centro de Empreendedorismo da Amazônia, e a iniciativa Amazônia 2030.
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