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Dose única de vacina contra febre amarela garante proteção para toda a vida

Recomendação atual do Ministério da Saúde elimina necessidade de reforço a cada 10 anos

19/05/2026 | 17:50
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A recomendação do Ministério da Saúde estabelece que apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir proteção ao longo de toda a vida, substituindo a orientação anterior que previa reforço a cada 10 anos. A medida vale tanto para moradores de regiões com risco de transmissão quanto para pessoas que pretendem viajar para esses locais. 

Além disso, é importante que indivíduos que receberam a dose fracionada durante campanhas emergenciais em 2018 procurem atualização vacinal. Esse tipo de imunização oferece proteção por tempo limitado, estimado em cerca de oito anos, sendo necessária a aplicação da dose padrão para garantir proteção prolongada. 

O Brasil e diversas áreas das Américas são consideradas regiões endêmicas para a doença. Embora os casos estejam concentrados em áreas específicas, o fluxo constante entre zonas urbanas e regiões de risco aumenta a preocupação das autoridades sanitárias. 

DGABC

ALERTA

O estado de São Paulo confirmou seis casos de febre amarela silvestre em humanos até 23 de abril de 2026, com três óbitos registrados. Os casos foram identificados principalmente no Vale do Paraíba, em municípios como Lagoinha e Cunha, além da região de Sorocaba, como Araçariguama. Todos os pacientes confirmados não tinham histórico de vacinação, e o perfil predominante é de homens expostos a áreas rurais e silvestres. 

“A doença é transmitida por mosquitos e não há registro de transmissão direta entre humanos. No entanto, a presença de vetores tanto em áreas rurais quanto urbanas reforça a importância da vacinação como principal forma de prevenção”, explica a infectologista pediátrica, Dra. Sylvia Freire. 

A vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses e 59 anos que ainda não foram imunizadas. A ampliação da cobertura vacinal é fundamental para evitar a reurbanização da doença e proteger a saúde coletiva. 

Apesar da sua gravidade e potencial letalidade, a febre amarela não é a arbovirose mais frequente no Brasil, ficando atrás de doenças como dengue, chikungunya e zika. Ainda assim, especialistas alertam que a evolução pode ser rápida e, em casos graves, apresentar alto risco de morte. 

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