Metas Unidade pretende ampliar atendimentos e procedimentos em 2026 após renovação do ONA 2, certificado de qualidade e segurança em saúde
FOTO: Celso Luiz/DGABC

O AME Santo André já trabalha com a meta de ampliar a capacidade de atendimento em 2026 e busca alcançar o mais alto nível de certificação de qualidade hospitalar do País, a ONA (Organização Nacional de Acreditação) 3.
Gerenciado pela FUABC (Fundação do ABC) em parceria com o governo do Estado, o ambulatório conquistou recentemente a renovação da certificação da ONA, responsável pelos padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde. O selo ONA 2 havia sido obtido pela unidade em setembro de 2025.
A meta foi estabelecida após uma sequência de avanços registrados no equipamento de saúde nos últimos anos, como a redução das filas de espera, a ampliação da oncologia, a modernização da estrutura e o fortalecimento de ações de humanização, segundo balanço da diretoria.
O diretor-geral do AME Santo André, Victor Chiavegato, explica que alcançar o nível máximo em saúde e segurança com a ONA 3 exige um acompanhamento ainda mais rigoroso dos resultados assistenciais e administrativos, com indicadores de satisfação, protocolos gerenciados e monitoramento constante das ações desenvolvidas no ambulatório.
“O grande objetivo agora é conseguir mais recursos para ampliar os atendimentos e procedimentos, porque temos capacidade para isso”, afirmou Chiavegato.
Segundo o gestor, a ONA impõe esse monitoramento de resultados. “Até ações de humanização, como a doação de perucas, precisam ser acompanhadas com indicadores, gráficos e avaliação de satisfação do paciente”, destacou.
Atualmente, o AME Santo André realiza mais de 20 mil procedimentos mensais a pacientes dos sete municípios e registra índice de aprovação de 99% nas avaliações. Em 2025, o equipamento realizou 114.540 consultas e atendimentos, além de 181.702 exames e intervenções.
Segundo o diretor-geral da unidade, um dos fatores que auxiliaram na qualidade e reorganização foi a centralização administrativa promovida pela FUABC, que transferiu setores como compras, contratos e jurídico para uma estrutura corporativa da instituição. “Isso ajudou muito, porque o gestor que está na ponta consegue focar o dia a dia no cuidado assistencial. As equipes puderam se dedicar integralmente para cuidar das pessoas”, destacou.
Entre os principais avanços apontados pela direção está a oftalmologia. O número de atendimentos foi de 1.664 em 2023 para 2.389 em 2024 e 2.562 em 2025, crescimento de 54% em dois anos. A fila de cirurgia de catarata, que chegou a ter uma média de 900 pacientes, foi zerada.
Na estrutura física, o equipamento também passou por mudanças importantes. Uma obra de contenção contra enchentes, com investimento de cerca de R$ 3,3 milhões, acabou com os alagamentos que atingiam o prédio.
No âmbito do tratamento humanizado, a unidade conta com a Sala Lilás, espaço voltado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência, além da assistência psicológica.
“O AME foi criado para oferecer atendimento ágil e resolutivo, mas entendemos que o cuidado vai além do tratamento clínico. Também é fundamental acolher o paciente”, concluiu Chiavegato.
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