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Com prazo de 30 minutos, clientes esperam até duas horas para atendimento na Sabesp

Usuários criticam companhia por falta de funcionários e qualidade prestada na unidade de São Bernardo; lei está em processo de regulamentação

15/05/2026 | 08:42
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Moradores de São Bernardo continuam relatando demora excessiva, filas longas e dificuldades para conseguir atendimento presencial na unidade da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), localizada na Rua Paulo Di Favari, no bairro Rudge Ramos. Segundo os clientes, a espera pode durar horas e, em muitos casos, é necessário retornar mais de uma vez ao local para resolver questões relacionadas ao abastecimento de água. 

As reclamações acompanhadas pelo Diário não são novidades e se arrastam desde outubro de 2025, quando o serviço foi transferido do Poupatempo no Centro para o novo endereço. Diante do aumento das reclamações, o vereador Julinho Fuzari (Republicanos) apresentou um PL (Projeto de Lei) que foi sancionado no fim do mês passado e estabeleceu prazo máximo de 30 minutos para atendimento nas agências da Sabesp no município.

Na última terça-feira (12), o Diário acompanhou a movimentação na unidade e conversou com clientes presentes no local. A desempregada Rosana Marques Junqueira, 52 anos, moradora do bairro Jordanópolis, afirmou que aguardou quase três horas para atendimento enquanto tentava resolver uma pendência relacionada ao religamento da água na sua residência. “Entrei às 12h37 e estou saindo depois das 15h. Além da demora, teve o descaso e o tom nada agradável das atendentes”, denunciou.

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O mestre de obras Jocélio Brito Leite, 52, morador do bairro Alvarenga, relatou que deixou a agência sem conseguir atendimento após mais de uma hora de espera. “Cheguei de viagem e vim direto para cá (Sabesp). Já é a segunda vez que tento resolver o problema e não consigo”, afirmou.

Ainda de acordo com Leite, funcionários da própria unidade atribuíram a demora à falta de funcionários. “Tinha mesa vazia lá dentro e disseram que era porque não tinha gente para trabalhar”, revelou.

O motorista Alex Pereira da Silva, 46, morador do Jardim Represa, também criticou a lentidão no atendimento. Ele afirmou que retirou senha às 13h e, por volta das 15h, ainda não havia sido chamado. Segundo ele, precisou deixar o trabalho no horário de almoço para tentar resolver um problema de religamento da água. “É um descaso o tratamento. No Poupatempo (antigo endereço) era mais rápido. Agora a gente perde tempo, tira horário do almoço no trabalho e ainda corre o risco de ir embora sem resolver”, lamentou.

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FISCALIZAÇÃO

Diante das reclamações, a Prefeitura de São Bernardo informou que acompanha os problemas relacionados ao atendimento da Sabesp e que vem cobrando providências da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo).

A administração municipal destacou ainda que a Lei Municipal 7.592/2026, que estabelece prazo máximo de 30 minutos para atendimento nas agências da Sabesp na cidade, foi sancionada e publicada no Diário Oficial no dia 30 de abril. A norma, porém, ainda está em fase de regulamentação.

Segundo a Prefeitura, a regulamentação será necessária para definir os órgãos responsáveis pela fiscalização e pela aplicação das sanções previstas na legislação. Após essa etapa, a Sabesp deverá ser notificada pelo município. Em caso de descumprimento, a empresa poderá receber advertência formal. Havendo reincidência, a multa prevista é de 15 salários mínimos (R$ 24.315), valor que dobra (R$ 48.630) em caso de uma nova infração.

Autor da lei, o vereador Julinho Fuzari afirmou que a criação da legislação ocorreu após sucessivas reclamações da população sobre o péssimo atendimento da companhia. “Era inadmissível as pessoas aguardarem cinco, seis horas para serem atendidas na unidade da Sabesp”, destacou o parlamentar.

Fuzari também afirmou que espera que a população denuncie eventuais irregularidades. “Agora cabe ao poder público fiscalizar e aplicar as punições previstas caso a Sabesp continue desrespeitando o consumidor”, disse.

Questionada sobre o descumprimento da lei municipal, a Sabesp informou que a unidade está com horário estendido de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados, das 7h às 13h, para melhorar o atendimento e “levar soluções rápidas para os clientes.” A empresa destacou ainda que vem reforçando a capacitação das equipes e ampliando a oferta de serviços pelos canais digitais.




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