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PL mantém silêncio após briga entre vereadores de São Caetano

Desentendimento entre Matheus Gianello e Caio Salgado tem acusação de agressão e registro de boletim de ocorrência; especialista vê quebra decoro com possibilidade cassação

13/05/2026 | 23:10
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A confusão gerada pelos vereadores de São Caetano Matheus Gianello e Caio Salgado, ambos do PL, na sessão desta terça-feira (12), e que culminou na troca de ofensas, acusação de agressão e de registro de BO (boletim de ocorrência), parece não abalar as executivas municipal e estadual do Partido Liberal. Um dia após os desentendimentos, a sigla mantém silêncio. A Câmara diz que apura os fatos. Especialista afirma que, se comprovada a violência física, o parlamentar pode ser cassado.

O bate-boca entre os vereadores com troca de insultos escalou para depois dos trabalhos em plenário. No 3º andar do prédio do Legislativo, onde estão instalados os gabinetes, os parlamentares voltaram a se desentender e, dessa vez, teriam chegado às vias de fato. Gianello, que registrou BO por agressão e ameaça na Delegacia Sede de São Caetano ainda na noite de terça-feira, afirmou que levou um soco enquanto estava de costas e que vai representar criminalmente contra o colega de Parlamento.

No exame de corpo de delito, a médica Letícia Mantovani, da rede municipal de saúde, atestou que o vereador apresentava ferimentos punctórios (causados por objetos perfurantes) e escoriações na face, porém, sem risco de morte ou outras complicações. Recomendou o uso de analgésicos para dor e a realização de uma tomografia, não realizada pelo parlamentar. O documento será anexado à representação criminal.

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Para dar peso à denúncia, Gianello indicou no BO algumas testemunhas, entre as quais três vereadores e um assessor parlamentar. Imagens do circuito interno de monitoramento também foram solicitadas pelo parlamentar.

Caio, por sua vez, chegou a declarar ao Diário, que de fato se desentendeu com o colega. “Houve um estranhamento. Que isso sirva de lição. Não vou admitir que ninguém fale da minha família. O recado está dado para ele e qualquer um da política”, disse.

Mesmo diante da repercussão negativa envolvendo dois de seus filiados, o PL manteve-se em silêncio. Os presidentes Iliomar Darronqui, municipal, e Tadeu Candelária, estadual, não responderam aos questionamentos do Diário.

Enquanto o partido prefere não se manifestar, a Câmara de São Caetano informou que apura as circunstâncias das situações narradas em sua sede e que eventuais ações, medidas ou providências ainda não estão definidas. “Todas as questões serão analisadas sob a ótica da legalidade e das normas regimentais aplicáveis”, trouxe a nota do Parlamento.

Apesar de no âmbito administrativo do Legislativo ainda não existir uma resolutividade para o caso, o especialista em direito eleitoral Arthur Rollo afirmou que, se comprovada a agressão física, Caio Salgado poderá perder o mandato. “O decoro parlamentar é fluido, mas bater em outro vereador é considerado quebra de decoro parlamentar, porque fere o dever de urbanidade.” Nesse caso, alerta o advogado, mesmo que fosse fora da Câmara ou outra pessoa, o parlamentar pode ser cassado.

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