Tragédias Acidente na Zona Oeste da Capital trouxe à tona casos marcantes no Grande ABC; o mais emblemático ocorreu em Santo André, em 2009
FOTO: Ricardo Trida - 24/9/09

A explosão provocada por uma obra da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que matou uma pessoa e feriu três na Capital, na última segunda-feira (11), trouxe à tona alguns casos que marcaram o Grande ABC. De acordo com levantamento do Diário, ao menos 21 acidentes nos últimos 25 anos deixaram 13 mortos e 62 feridos.
A tragédia de maior proporção ocorreu em setembro de 2009, em um bazar na Vila Pires, em Santo André. A queda de uma antena sobre fios elétricos provocou um curto-circuito que rapidamente atingiu os fogos de artifício armazenados na loja. Duas pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas. Além disso, 15 carros foram destruídos e cerca de 30 imóveis sofreram danos, alguns deles a mais de um quilômetro de distância.
Outro incidente emblemático foi registrado em São Bernardo, em maio de 2014, na academia Tem Esportes, na Vila Paulicéia, que deixou dois mortos. Pelo menos outras nove pessoas ficaram feridas. A explosão, causada por um vazamento de gás, provocou o desabamento do teto do imóvel. Um caso mais recente no município são-bernardense foi registrado em 2024 no bairro Taboão. Uma explosão em uma residência, em decorrência de vazamento de gás de cozinha, causou uma morte. Já um acidente doméstico com botijão feriu, em 2011, uma idosa e uma criança no Parque João Ramalho, em Santo André, além de provocar estragos em mais cinco casas.
Explosões em indústrias causaram três mortes em Mauá. Em junho de 2023, um incidente na Braskem, no Polo Petroquímico de Capuava, matou duas pessoas e feriu três. O período analisado pelo levantamento não contabilizou uma das maiores explosões do setor, em julho de 1992, que matou um funcionário.
Já em abril de 2022, nas dependências da fabricante de embalagens Megaquímica, no bairro Sertãozinho, um funcionário veio a óbito e outro ficou ferido. Ambos os acidentes envolveram produtos químicos inflamáveis.
O episódio mais antigo dessa seleção foi em junho de 2001. A explosão de um cilindro de oxigênio utilizado para a manutenção de dutos em um terreno da Petrobrás na Vila Lucinda, em Santo André, causou a morte de um funcionário e feriu outro.
NA CAPITAL
O acidente desta segunda-feira, ocorrido durante uma obra de remanejamento de tubulação de água que atingiu uma rede da Comgás, além das vítimas, provocou estragos em 35 casas no Jaguaré, na Zona Oeste da Capital, de acordo com a Defesa Civil do Estado.
A empresa informou que irá disponibilizar aos moradores afetados um auxílio de R$ 5 mil. No total, há 194 famílias cadastradas para receber a ajuda financeira.
O acidente, assim como outros envolvendo explosão, poderia ser evitado na opinião do engenheiro e coordenador do Ondas (Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento), Amauri Pollachi, que atuou na Sabesp por 31 anos.
“As pessoas que estavam lá realizando o serviço não observaram os procedimentos que devem ser feitos quando se tem uma rede de gás próxima. Em uma rua estreita como aquela não se pode entrar com um equipamento de perfuração sem uma troca de informações com a empresa responsável pela tubulação. Só que um serviço com estes cuidados custa mais caro”, avalia.
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