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Condensar ‘A Viagem’ em filme de 90 minutos é um enorme desafio

Flávio Ricco
11/05/2026 | 08:40
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O filme inspirado em A Viagem, de Ivani Ribeiro, nas suas versões de 1975 e 1994, mesmo em início de trabalhos, vem chamando grande atenção, certamente pela forte ligação que a novela tem com o público até os dias de hoje.

O elenco já anunciado para a produção reúne nomes como Rodrigo Lombardi, Pedro Novaes, Carolina Dieckmann e Emilio Dantas, formando uma combinação de diferentes gerações.

A produção é da Globo Filmes, que assume a missão de levar para o cinema uma das histórias mais lembradas da televisão brasileira, agora sob um novo formato e com outro ritmo.

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A adaptação, porém, traz algumas questões.

O longa-metragem está sendo desenvolvido com duração prevista de 90 minutos, um formato que, por si só, já impõe um enorme desafio narrativo: transformar uma trama originalmente extensa, cheia de núcleos e reviravoltas, em uma história de apenas uma hora e meia exige cortes delicados e decisões criativas importantes.

Um desafio que a autora Solange Castro Neves, colaboradora de Ivani, se propôs a enfrentar e, com certeza, vai saber como conduzir. Ou até tirar de letra, no plural, porque serão muitas e muitas a menos.

TV Tudo

Troca de bastão – 1

Desde que esta coluna existe, todos se acostumaram a encontrar o nome de José Carlos Nery bem ao lado deste que vos fala. Aqui já se vão mais de 20 e tantos anos, só que a parceria com o Zé começou bem antes disso. Ainda nos tempos da coluna de Ferreira Netto.

Troca de bastão – 2

Desde este começo até agora, essa afinação entre nós dois sempre foi e vai continuar perfeita e das mais harmoniosas. É mais que trabalho e amizade. Só que o Zé agora pediu um tempo, como no basquete ou na pausa para hidratação do futebol. E, no lugar dele, depois de breve aquecimento, já entrou Luiz Henrique Oliveira, também tarimbado e cheio de vontade. E vamo que vamo. Vida que segue.

Posso falar?

Li atentamente o texto de Maurício Stycer sobre o jornalismo esportivo, quinta passada, na Folha, e peço licença para assinar embaixo. Porque quase o tempo todo, em uma boa maioria dos casos, só se encontra a busca por engajamento e lacração. Ficou até complicado para os que tentam trabalhar como se deve e para quem deseja encontrar um trabalho como deveria. De duas, uma: ou entra na baderna ou é o chato e acaba excluído da roda.

Ressalva obrigatória

No texto de Stycer, porque a linha demarcada é a sua chegada do Rio a São Paulo, ele cita Roberto Avallone e Chico Lang. Os dois, sem querer querendo, tinham, sim, um lado cômico, vestiam camisas, mas sempre foram considerados excelentes jornalistas. Donos de textos maravilhosos. Assim como, na antiga Gazeta, tempos de Milton Peruzzi, também havia o lado bem-humorado, mas sem nunca desviar do jornalismo sério. Galvão Bueno, Flávio Prado e Jota Junior, por acaso, foram só alguns dos revelados por lá.

Mundo hoje

No jornalismo esportivo dos dias atuais, salvo raras, honrosas e ajustadas exceções, a zoeira virou quase que um componente obrigatório. Ou entra ou é o chato. O mais lamentável é que mesmo as direções parecem concordar com isso. Em sempre ter a baderna como protagonista, em primeiro lugar.

Não procede

Teve um zumzumzum aí, cravando que Ratinho se organizava para parar com seu programa diário no SBT no final deste ano e se dedicar ao Grupo Massa. Falei com ele e não é verdade – “vou tocar minha vida no SBT até quando der”. E ponto final.

Justificativa

Sobre o acerto do SBT com Rodrigo Bocardi, existe uma explicação, compreensível e das mais lógicas: nem precisa acelerar porque nada vai acontecer antes da Copa do Mundo. O programa dele é pensado para o final da tarde, bem no horário de um número bem razoável de jogos. Então, por quê? Só no segundo semestre.

Bate-Rebate

Erika Hilton estreia, hoje, o podcast A Erika Pod, disponibilizado na plataforma Spotify e também no YouTube, pelo canal Auê TV.

A edição de estreia contará com a participação de Marina Sena, um dos nomes mais fortes da nova geração da música brasileira.

Mais dois microdramas turcos chegam ao catálogo do Globoplay: Meu Acordo Secreto com o Milionário e Vingança sem Medidas. Lançamentos ainda neste mês de maio na plataforma.

A sexta temporada de Impuros, desde a estreia, ocupa a liderança entre as séries mais assistidas no Brasil dentro do Disney+.

Além disso, também se consolidou como a estreia nacional de maior audiência da plataforma, reforçando a força da franquia e o interesse do público pelas produções brasileiras.

Aquelas que são bem feitas, claro.

C'est fini

A reprise de Avenida Brasil no Vale a Pena Ver de Novo não está conseguindo o desempenho que a Globo certamente esperava. Um dado bastante claro. Assim como já é um sinal de alerta em se tratando das próximas escolhas da emissora. Em 13 anos, já é a sua terceira exibição. Um pouco demais. Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!




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