Setecidades Titulo Lean nas Emergências

Hospital da Mulher de Santo André reduz fluxo de pacientes em 44,6%

Implantado há cinco meses, projeto tem resultado em mais agilidade e menos espera para quem chega ao Pronto-Socorro

08/05/2026 | 12:35
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, de Santo André, apresenta melhora significativa na rotina de atendimentos de seu Pronto-Socorro, com redução de 44,6% no fluxo de pacientes, cinco meses após a implantação do projeto Lean nas Emergências. Os indicadores, em um intervalo de cinco meses (de novembro de 2025 a março de 2026), apontam para outras mudanças concretas que já impactam positivamente na qualidade dos serviços prestados.

O Lean nas Emergências é uma iniciativa do Ministério da Saúde executada em parceria com hospitais de referência nacional. O indicador mais simbólico da transformação no Hospital da Mulher andreense após a adesão ao projeto é o NEDOCS – sigla em inglês para Escala de Superlotação do Departamento Nacional de Emergência –, que mede o grau de ocupação de um Pronto-Socorro e os riscos que isso representa aos pacientes.

Em outubro do ano passado, o hospital registrava 94 pontos na escala NEDOCS. Em março deste ano, esse número caiu para 52, uma redução de 44,6%. Outro avanço que chama atenção é o tempo médio de permanência dos pacientes no hospital. O indicador recuou de 5,1 para 2,3 dias, o que representa uma queda de 54,9% na ocupação dos leitos e melhora direta na capacidade de atender novos casos.

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Também houve redução no tempo de liberação de leitos, o chamado tempo de setup, que passou de 95 para 65,5 minutos – queda de 31,1%. Esse resultado impacta diretamente o fluxo assistencial, já que leitos disponíveis com mais agilidade significam menos espera para quem chega ao Pronto-Socorro.

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Além disso, o tempo entre a entrada do paciente e o primeiro atendimento médico, conhecido como tempo porta-médico, evoluiu. Eram 66 minutos em outubro; hoje são 56. “A meta institucional é chegar a 50 minutos. As ações para isso já estão em curso", adianta a gerente administrativa da unidade hospitalar, Elisabete Tavares. Segundo a profissional, os fluxos de entrada estão sendo revisados e ajustes vêm sendo feitos nas escalas médicas, conforme a demanda. Dessa forma, há um monitoramento contínuo dos tempos de espera.

O mesmo vale para a jornada completa do paciente, desde a entrada até a alocação em um leito de internação. O hospital já passou de 238 para 222 minutos e segue agora em busca da meta de 186 minutos. "O que sustenta esses avanços é o engajamento de toda a equipe. Diretoria, corpo clínico, enfermagem e setores de apoio têm atuado de forma integrada, uma das condições primordiais para que o projeto funcione. Sem esse alinhamento interno, os dados e as ferramentas por si só não produzem resultado”, completa Elisabete.

Para desenvolver o projeto Lean nas Emergências, o Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, gerenciado pela Fundação do ABC em parceria com a Prefeitura de Santo André, tem contado com a consultoria e o acompanhamento diário do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo. Os consultores fazem visitas mensais e reuniões online frequentes com as equipes do equipamento andreense.

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