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Alimentação fora do domicílio sobe 1,67% entre janeiro e março, aponta Índice Prato Feito

05/05/2026 | 18:00
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A alimentação fora do domicílio ficou, em média, 1,67% mais cara no período entre janeiro e março. É o que mostra o Índice Prato Feito (IPF), que acaba de ser lançado pela Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC SP), ligada à Associação Comercial de São Paulo (ACSP), mas com abrangência nacional.

Em janeiro, o prato feito custava, em média, R$ 29,77. Significa que, naquele mês, o trabalhador que se alimentou cinco vezes por semana fora de casa comprometeu R$ 595,40 de sua renda só com refeições. Com o aumento de 1,67% de janeiro para março, o prato feito passou a R$ 30,27, aumentando para R$ 605,40 o gasto mensal do trabalhador com alimentação.

O IPF de março foi calculado pelo Núcleo de Estudos Econômicos da Faculdade de Comércio de São Paulo com base na tomada de preços em 359 estabelecimentos comerciais.

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A ideia do indicador, segundo a FCSP, é reforçar a importância da alimentação básica fora do domicílio no orçamento das famílias urbanas, trabalhadores e estudantes.

"O levantamento também reforça que o preço final da refeição não depende apenas dos alimentos. O valor do prato feito incorpora custos com mão de obra, energia elétrica, aluguel, transporte, embalagens, tributos, logística e margens operacionais dos estabelecimentos", afirma economista Rodrigo Simões Galvão, responsável técnico pelo indicador.

Por isso, diz ele, mesmo quando alguns alimentos apresentam alivio pontual nos índices oficiais, o preço final ao consumidor pode permanecer pressionado.

A Faculdade do Comércio destaca que o IPF não substitui o IPCA, que segue sendo o indicador oficial de inflação no Brasil.

O objetivo do Índice Prato Feito é oferecer uma leitura complementar, mais próxima da experiência cotidiana do consumidor, especialmente no acompanhamento da alimentação fora do lar.

Ainda, de acordo com Simões, dados do próprio IBGE mostram que a variação da inflação de alimentação fora do domicilio está muito em linha com o que o IPF da FAC tem apurado.




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