Faturamento Flores naturais, uma das principais opções de presente, estão 12% mais caras do que no ano passado, segundo FecomercioSP
Denis Maciel/DGABC

As flores naturais, uma das principais opções de presente para o Dia das Mães, vão pesar um pouco mais no bolso do consumidor neste ano. Elas estão 12% mais caras do que no mesmo período do ano passado. A informação é da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo). Os floriculturistas do Grande ABC projetam alta de até 15% no faturamento frente a mesma data em 2025.
O sócio-proprietário da Amarilis Floricultura, no bairro Taboão, em São Bernardo, Osvaldo Mazzotti, 64 anos, afirma que está otimista para as vendas. “Os lírios, as begônias e as orquídeas são bem procurados. O lírio fica na faixa de R$ 95. Cestas de café da manhã têm atraído os clientes. Elas variam entre R$ 190 e R$ 290 e os itens são aproveitados por toda a família. Em 2025, fizemos vendas muito boas e, desde então, investimos bastante em divulgação, principalmente no Google. Em média, cada filho gasta R$ 150 com os presentes”, comenta Mazzotti.
Entre as estratégias deste ano, ele vai abrir a loja no domingo (10), Dia das Mães. “Funcionaremos das 8h às 18h. Muita gente deixa para última hora ou sai do trabalho tarde. Como estamos localizados em um posto de gasolina, isso ajuda a dar visibilidade também. Vamos aproveitar.”
De acordo com levantamento da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), o setor estima crescimento entre 7% e 10% nas vendas em relação ao ano anterior. O Mercado de Flores da companhia é uma alternativa para quem deseja pesquisar valores. No local, é possível encontrar buquês de rosas a partir de R$ 30 (com 12 unidades) e orquídeas Phalaenopsis, conhecidas como “orquídeas-borboleta”, a partir de R$ 40.
O espaço funciona às terças e sextas-feiras, das 17h às 21h, na Avenida dos Estados, número 2.195.
OUTROS PRODUTOS
A FecomercioSP aponta que os produtos mais comprados para o Dia das Mães registraram acréscimo médio acumulado de 2,89% em 12 meses. O número é menor do que a inflação geral do País (de 4,37%) e do valor observado no mesmo período do ano passado, de 4%.
As flores, no entanto, só não estão mais caras que as joias, que tiveram aumento de 26,81% frente ao ano passado. Já a prata e as bijuterias subiram 10,48%.
Os produtos para cabelo (9,74%) e os livros não didáticos (6,74%) também tiveram elevações, assim como as sandálias (6,25%).
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.