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Esquema de furto em trens termina com cinco presos e carga recuperada

Grupo estruturado desviava mercadoria dos vagões e revendia produto; 17 toneladas de soja foram recuperadas pela Polícia Civil em Campinas

05/05/2026 | 17:55
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FOTO: Policia Civil de São Paulo Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Polícia Civil de São Paulo desarticulou uma organização criminosa especializada no furto e na receptação de cargas ferroviárias de soja durante a Operação Trilho Seguro, em Campinas. Ao todo, cinco pessoas foram presas e cerca de 17 toneladas da carga foram recuperadas.

De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções. Parte dos criminosos subia nos vagões dos trens e arremessava sacos de soja às margens da ferrovia. Em seguida, outro integrante recolhia o material com um veículo e o levava até um depósito. Quando o volume chegava a aproximadamente 15 toneladas, a carga era negociada e transportada por caminhão até um sítio em Monte Mor.

A operação foi conduzida pelo 11º Distrito Policial de Campinas em duas fases. A primeira ocorreu em 1º de maio, quando três suspeitos foram presos em flagrante, dois deles também tiveram mandados de prisão temporária cumpridos. Na ocasião, os policiais recuperaram a soja e apreenderam veículos usados no esquema.

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Já na segunda etapa, realizada na segunda-feira (4), outros dois homens foram detidos. Um deles já estava no sistema prisional por violência doméstica, enquanto o outro foi preso em flagrante por receptação. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, celulares também foram recolhidos para análise.

As investigações começaram há cerca de um mês, após o registro de cinco furtos de carga em menos de uma semana, em março. A partir disso, os policiais passaram a monitorar o grupo e acompanharam todo o trajeto da mercadoria desviada.

Em uma das ações, os investigadores identificaram um dos receptadores, que comprou parte da soja furtada e a utilizou na alimentação de gado em uma propriedade rural. Ele também foi preso em flagrante.

“Outras pessoas ainda são investigadas por participação no esquema, entre motoristas e receptadores de carga. Trata-se de uma organização criminosa muito bem estruturada, com funções previamente definidas entre os integrantes”, afirmou o delegado do caso, Luiz Fernando Marucci.

Os suspeitos presos nas duas fases da operação vão responder por receptação e associação criminosa.

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