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Bancos de alimentos da região doam 2.000 toneladas a famílias vulneráveis

Estruturas estão presentes em 5 municípios; Santo André foi pioneira na América Latina

03/05/2026 | 09:10
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FOTO: Divulgação/PMSA
FOTO: Divulgação/PMSA Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os bancos de alimentos do Grande ABC arrecadaram e repassaram à população em situação de vulnerabilidade social 2.021 toneladas de alimentos no ano passado. O volume foi distribuído em cinco municípios: Santo André (629), São Bernardo (216), São Caetano (23), Diadema (676) e Mauá (477). Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra não possuem a estrutura.

Os equipamentos atuam de forma contínua no combate ao desperdício e na promoção da segurança alimentar. As unidades ficam responsáveis por recondicionar e armazenar os alimentos, obtidos por meio de ações e eventos ou recebidos por doações. Os mantimentos são distribuídos diretamente às famílias ou por meio das entidades assistenciais e instituições parceiras. 

DGABC

O banco mais antigo da região é o de Santo André. Fundado em 24 de novembro de 2000, é reconhecido como o primeiro equipamento do tipo na América Latina. Possui atualmente 128 entidades assistenciais parceiras, responsáveis pela distribuição dos alimentos, que alcançam mensalmente 55 mil pessoas. 

A primeira-dama e presidente do Fundo Social, Jéssica Roberta, destaca que o Banco de Alimentos é um dos pilares do trabalho social em Santo André. “O equipamento cumpre sua missão de arrecadar alimentos, combater o desperdício, reduzir a desigualdade social e promover a sustentabilidade ambiental e econômica. Cada doação representa um gesto de solidariedade que se transforma em dignidade na mesa de milhares de famílias. Seguimos fortalecendo parcerias, ampliando esse alcance e buscando cada vez mais doações, porque cuidar das pessoas é a nossa prioridade”, ressaltou. 

O segundo banco de alimentos da região foi criado em 2003, em Diadema. Atualmente, o programa atende cerca de 15 mil moradores. O repasse é realizado por meio de 52 organizações sociais cadastradas via chamamento público. 

Desenvolvido originalmente em 2005, o Banco de Alimentos de Mauá foi reinaugurado em 2018. “Recebemos produtos referentes a programas, doações e pelo PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), política pública federal, que compra alimentos da agricultura familiar, via Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) ou parcerias. As doações também vêm de parceiros, como Ceagesp, Benassi e Grupo Carrefour”, informou a Prefeitura. A cidade tem 110 associações parceiras e 8.700 beneficiários atendidos mensalmente.

Em São Bernardo, o equipamento foi inaugurado em 2011 e atende, mensalmente, 1.870 famílias, além de 2.760 crianças e adolescentes, 750 adultos e 460 idosos.<EM>

Já em São Caetano, a estrutura foi criada em 2019. No ano de 2025, foram 13 toneladas de alimentos arrecadados e 10 toneladas doadas. O repasse é feito por meio de 70 instituições.

A Prefeitura de Ribeirão Pires informou que está em processo de desenvolvimento um banco de alimentos. Rio Grande da Serra, apesar de não ter a estrutura, atende aos munícipes em situação de vulnerabilidade social conforme a demanda, encaminhada por entidades parceiras, igrejas e pelo CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). No ano passado, foram doadas 700 cestas básicas. 

RAÇÃO

Em Santo André, o Fundo Social mantém o programa Moeda Pet, em parceria com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André). A iniciativa permite a troca de 1 kg de garrafas plásticas por 1 kg de ração, que pode ser utilizada pelo tutor ou destinada a ONGs de proteção animal. Em 2025, foram recebidas 12,6 toneladas de ração.

Com o suporte do Banco de Alimentos, São Bernardo estuda a implementação de Banco de Ração para animais de estimação de famílias em maior vulnerabilidade.

São Caetano também conta com um Banco de Ração, que recebe doações de supermercados. No entanto, segundo a Prefeitura, o volume arrecadado ainda é pequeno e não há estimativa da quantidade total.

Eventualmente, o Banco de Alimentos de Diadema recebe doações de ração animal. Contudo, estes itens são destinados diretamente ao Centro de Controle de Zoonoses do município.

Mauá recebe em média 40 kg de ração e 50 kg de areia para pets por mês. 




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