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Saúde da mulher é destaque do SUS em São Bernardo

Mudança de protocolos aumenta procura pelo Hospital da Mulher no último ano

03/05/2026 | 04:00
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FOTO: Nario Barbosa/DGABC
FOTO: Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Após passar por reformulação, a Prefeitura de São Bernardo avalia que o serviço de saúde pública da mulher tem evoluído cada vez mais no SUS (Sistema Único de Saúde). Inaugurado em 2023, o HM (Hospital da Mulher) foi reconhecido como o terceiro melhor equipamento do Estado, pelo levantamento feito pelo Ibross (Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde).

O resultado é fruto de uma reestruturação da unidade, após denúncias divulgadas pelo Diário de negligência e mortes maternas em 2024. A troca de gestão após as queixas resultou na marca de zero óbitos no ano passado.

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Além disso, o fluxo de demanda registrou aumento. De um ano para o outro, as consultas, exames, cirurgias ou outros tipos de atendimentos tiveram crescimento de 11,5% na unidade de saúde. Em 2025, foram 337.164 e no ano anterior, 302.172, segundo dados da Secretaria de Saúde.

“No ano passado, a saúde da mulher entrou no eixo novamente e tivemos um ano ao nível SUS maravilhoso. Tenho certeza de que a saúde da mulher é uma referência do sistema em São Bernardo. Hoje, a mulher tem a segurança de saber que todos os protocolos de segurança serão realizados”, disse a diretora técnica do HM, Adlin Veduato.

Para a gestora, a unidade também passou a ser especialista em partos de alto risco, que somam 42% do total de procedimentos. Esse é o caso da autônoma e moradora de São Bernardo Sarah Ribeiro, 21 anos, que teve Ísis Manuelly Ribeiro do Nascimento em setembro do ano passado. Nascida com 440 gramas, foi a menor bebê da história da maternidade da cidade. 

Ao lado do pai da criança e funcionário de uma empresa de papelão, Rogério do Nascimento, 28, Sarah contou que a filha nasceu prematura de 26 semanas. “Logo no início da gravidez descobri que tinha pressão alta. Porém, chegou uma hora em que os remédios não faziam mais efeito e tive pré-eclâmpsia.”

Após nascer, Ísis ficou quatro meses internada e recebeu alta em janeiro deste ano com 2.260 gramas. “Agora, ela está com três quilos. A minha experiência no HM foi muito boa. Os cuidados foram impressionantes. Muitas vezes vinha sem saber o que aconteceria, mas todos os dias as psicólogas passavam nos leitos”, afirmou.

INTERLIGAÇÃO

A cidade também possui programas voltados à saúde de vítimas de violência. Um exemplo é o Pavas (Programa de Atenção às Vítimas de Violência e Abuso Sexual).

“Toda mulher vítima de violência sexual tem de ser trazida, dentro das 72 horas, para o HM, onde recebe todas as medicações e os exames”, disse Adlin Veduato.

A Casa de Passagem também faz interligação com a unidade de saúde para moradoras vítimas de agressões domésticas. “O SUS é, justamente, o que propicia todos os seus direitos garantidos e toda assistência que merece”, concluiu a diretora. 

Cidade foi a primeira do País a ampliar faixa etária da mamografia 

Em março de 2025, São Bernardo foi a primeira cidade do País a ampliar a faixa etária para realização de mamografia para mulheres de 40 a 74 anos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Neste período, o município registrou um aumento de 19% nos exames. Entre março de 2024 e fevereiro de 2025, foram 23.522 procedimentos, já entre março de 2025 e fevereiro de 2026 foram 27.980, segundo dados da Secretaria de Saúde.

Um dos pontos centrais para a saúde feminina, o rastreio do câncer de mama era voltado para o público de 50 a 69 anos. Posteriormente, em setembro do ano passado, o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária. 

Na quinta-feira (30), a moradora de São Bernardo, Lucimar Souza, 46 anos, realizou pela primeira vez o exame no HM (Hospital da Mulher). “Não costumava usar o SUS, mas agora estou desempregada. Fui até a UBS (Unidade Básica de Saúde) São Pedro e o encaminhamento foi muito rápido. Minha visão é que está ampliando meu acesso à saúde e oferecendo dignidade.”

A diretora técnica da unidade, Adlin Veduato, afirmou que a ampliação foi de grande importância para oferecer um atendimento mais qualificado. “Sabemos que a medida é significativa, no sentido de que propicia a detecção mais cedo para essas mulheres, que até então não eram atendidas. No ano passado, inauguramos o mamógrafo do HM.” 




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