Palavra do Leitor
FOTO: DGABC

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Perturbação de sossego
‘Grande ABC tem 46 casos de perturbação de sossego por dia’ (Setecidades, ontem). Realmente está um absurdo, locais sem alvará de funcionamento, sem expedição da vigilância sanitária, com som exagerado até 7h ou 8h da manhã. Se ligamos para GCM ou para a Polícia Militar, eles dão uma volta e os comerciantes baixam o volume, mas voltam de novo com o som assim que saem.
Igor Pedrosa
do Instagram
Endividamento no País
‘Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para renegociação de dívidas’ (www.dgabc.com.br). O governo prepara um programa para ajudar grande parte das famílias brasileiras endividadas a saírem do vermelho. São pessoas devendo para bancos, financeiras, cartões de crédito, amigos, familiares etc. Se observarmos, a maioria é composta pelas mesmas que já estavam nessa situação no último Desenrola. Nunca antes na história deste País tivemos tanta gente endividada – sem falar nas empresas. O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), originalmente destinado a servir como apoio em caso de desemprego, aquisição da casa própria ou doenças graves como câncer, deverá ser usado neste programa. Com o passar do tempo e da situação, hoje o trabalhador pode sacar parte do montante na data de seu aniversário. Agora, esse dinheiro, que deveria ser usado para finalidades específicas, será utilizado para pagar despesas básicas como contas de água, luz, IPVA e outras. A que ponto chegamos. De Desenrola em Desenrola, o povo vai se endividando cada vez mais, sabendo que lá na frente haverá essa brecha – e isso não é saudável para o conjunto da economia. E por que tantos endividados? Juros altos, facilidade de crédito e descontrole pessoal, entre outros fatores. E por que juros altos? Principalmente pelo descontrole das contas públicas. Uma matéria sobre educação financeira seria muito bem-vinda no currículo escolar brasileiro.
Mauri Fontes
Santo André (SP)
‘Educando’ IAs
Até pouco tempo, “educar” era um verbo aplicado a crianças. Hoje, também descreve o treinamento de sistemas de inteligência artificial, como os desenvolvidos pela Anthropic. Esses modelos passam por etapas que lembram a formação humana: absorvem linguagem, conhecimento e depois são orientados por especialistas a responder com coerência e respeito. Há método, revisão contínua e clareza de objetivos. Já a educação das crianças, que deveria ser prioridade absoluta, muitas vezes se dilui. Muitos pais abriram mão do papel formador e transferiram à escola responsabilidades que começam em casa. Sem alarde, vamos criando máquinas cada vez mais preparadas a dialogar – enquanto corremos o risco de formar gerações cada vez menos preparadas a conviver.
Izabel Avallone
Capital
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