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Taylor Swift tenta blindar voz e imagem contra IA nos Estados Unidos

Cantora pediu proteção de marca nos EUA após avanço de deepfakes e falsos conteúdos gerados por inteligência artificial

28/04/2026 | 14:18
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A cantora Pop Taylor Swift entrou com pedidos de registro no Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos para proteger sua voz e sua imagem contra usos indevidos por inteligência artificial. As solicitações, feitas por meio da TAS Rights Management, incluem duas marcas sonoras e um registro visual, em uma estratégia voltada a conter deepfakes e imitações digitais da artista.

Os registros cobrem frases associadas à voz da cantora, como “Hey, it’s Taylor Swift” e “Hey, it’s Taylor”, além de uma imagem dela em performance. A movimentação é vista como uma tentativa de ampliar a proteção jurídica da artista diante do uso de IA para criar falsos áudios, imagens e até supostos endossos políticos. 

Especialistas ouvidos na cobertura afirmam que a medida aposta em uma saída ainda pouco testada nos tribunais: usar marca registrada para barrar imitações “confusamente semelhantes” da voz e da aparência de uma celebridade. A avaliação é de que o caso pode ajudar a abrir caminho para novas formas de proteção de identidade digital na indústria do entretenimento.

O ator Matthew McConaughey também entrou nesse movimento ao registrar, nos EUA, uma série de marcas ligadas à própria identidade: entre elas a frase “alright, alright, alright”, assim como a voz, o sorriso e outros elementos de sua imagem pública, como forma de criar uma proteção mais clara contra deepfakes e usos não autorizados por IA. 

No entretenimento, o caso reforça um debate que já virou central na música, no cinema e na publicidade: como proteger a voz, a imagem e a assinatura criativa de artistas quando ferramentas de IA conseguem copiar timbres, expressões e aparências em minutos. A discussão hoje vai além do direito autoral tradicional e caminha para uma disputa sobre identidade digital, consentimento e controle sobre a própria persona pública.

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DGABC



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