Política Titulo Diadema

Rodrigo Capel afirma que G-10 perdeu sentido após adesão à base de Taka

Formado para garantir a presidência da Casa, bloco de vereadores começa a se dissolver

Bruno Coelho
24/04/2026 | 23:35
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Denis Maciel/DGABC
Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em Diadema, o G-10, grupo de vereadores que impôs ao prefeito Taka Yamauchi (MDB) a marca de 127 dias sem aprovar um único projeto no Legislativo no início do ano passado, parece ter perdido a razão de existir. Tal cenário é apontado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Capel (PSD), uma das lideranças da antiga ala, o qual já observa movimentações políticas nos corredores da Casa para sua sucessão e composição da nova mesa diretora.

O G-10 surgiu como uma reação de vereadores eleitos por chapas opositoras a Taka em 2024 – majoritariamente de legendas ligadas ao ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT), derrotado pelo emedebista naquele pleito. O grupo se formou diante da resistência do Paço em negociar uma base de sustentação na Câmara e, de quebra, alçou Rodrigo Capel como chefe do Legislativo. Com apenas seis das 21 cadeiras sob seu controle, o governo carecia de estabilidade para aprovar projetos de lei.

No quinto mês de gestão e observando prefeitos de outras cidades do Grande ABC não enfrentarem dificuldades nas Câmaras, Taka decidiu, enfim, agir. O prefeito colocou seus secretários para sentarem com a ala dissidente, abriu espaço no governo para cargos, como fez para vereadores “puro-sangue” da coligação de 2024, e enfim tomou a maioria no Legislativo. No dia 8 de maio, o emedebista aprovou a sua primeira propositura, na qual instituiu o programa de zeladoria Ação nos Bairros.

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Desde então, Taka mantém a tão almejada tranquilidade no Parlamento, com eventuais exceções, como foi no pacote de projetos da reforma da Previdência do Ipred (Instituto de Previdência do Servidor Municipal de Diadema), que apesar dos empecilhos e reuniões, passou pelo crivo da base aliada. “Hoje não faz mais sentido, agora é pensar em G-17. Esse grupo de vereadores se organizou para fazer a presidência. Naquela situação, fazia sentido o G-10, agora não faz mais”, sacramentou Rodrigo Capel.

A declaração do presidente da Câmara ocorre em meio a rumores de deserções. Vereadores como Talabi Fahel, Zé do Bloco (ambos do PV) e Gilson Moura (União Brasil) já sinalizaram apoio a Juninho do Chicão (Progressistas), líder do governo, para o comando do Legislativo. Na prática, o antigo G-10 reduziu-se a um G-7, enquanto novas articulações buscam ampliar o bloco para a composição da mesa diretora. Nesse quadro, Lucas Almeida (União Brasil) perde força na disputa pela presidência.

Seja qual for o cenário a seguir, tudo aponta para Taka conseguir dar as cartas na próxima eleição na Câmara.




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