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Tabela SUS e municípios

24/04/2026 | 09:02
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O anúncio feito pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em agosto de 2025 – em entrevista exclusiva concedida a jornalistas deste Diário – criou expectativa legítima entre prefeitos do Grande ABC. Na ocasião, a ampliação da chamada Tabela SUS Paulista foi apresentada como instrumento capaz de ampliar o financiamento da rede assistencial. Passados quase oito meses, entretanto, hospitais administrados por prefeituras seguem fora do alcance do mecanismo. Enquanto isso, apenas instituições filantrópicas recebem recursos adicionais, situação que mantém pressão sobre caixas municipais e prolonga desequilíbrio no custeio do atendimento público regional.

A demanda não se baseia em discurso político, mas em números. Prefeitos da região relatam que despesas com saúde recaem majoritariamente sobre cofres locais, apesar de o serviço integrar o Sistema Único de Saúde, que deveria ser financiado integralmente pela União. O chefe do Executivo de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), também em entrevista a este jornal, afirmou que a cidade destina grande parcela do orçamento para manter hospitais com as portas abertas. A extensão da Tabela SUS aos equipamentos municipais poderia gerar repasses significativos, capazes de aliviar despesas correntes e permitir planejamento financeiro mais estável para a oferta de consultas, exames e procedimentos.

O governo paulista não pode seguir postergando o cumprimento do compromisso assumido por Tarcísio. Cabe ao secretário da Saúde, Eleuses Paiva, concluir a etapa administrativa anunciada pelo governo. A própria Pasta reconhece que o processo se encontra na fase final, conduzido em conjunto com a área de Fazenda e Planejamento. A conclusão dessa tramitação não representa favor a prefeitos, mas adequação necessária ao funcionamento do sistema público de socorro médico. Ao permitir que hospitais municipais acessem a verba complementar, o Estado ajudará a repartir responsabilidades e reduzir distorção que hoje obriga cidades a financiar parcela elevada de serviço concebido como política nacional.

DGABC



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