Para presidente da FUABC Medida autorizada em novembro pelo governador ainda é aguardada pelas cidades da região
FOTOS: Claudinei Plaza 19/12/25; Divulgação

A inclusão dos hospitais municipais na Tabela SUS (Sistema Único de Saúde) Paulista – anunciada em 29 de agosto de 2025 pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante visita a Santo André, e autorizada em 14 de novembro – ainda é aguardada pelas prefeituras do Grande ABC. De acordo com levantamento do Diário no portal do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde, apenas entidades filantrópicas da região continuam recebendo recursos por meio da tabela complementar do Estado.
O médico Aldemir Humberto Soares, presidente da FUABC (Fundação do ABC), OSS (Organização Social de Saúde) responsável pela gestão e operacionalização de boa parte da rede de saúde no Grande ABC, avaliou que a Tabela SUS Paulista tem potencial para gerar benefícios concretos à saúde pública regional, especialmente para os usuários do Sistema Único.
“A Tabela SUS Paulista fortalece o financiamento da saúde e apoia de forma efetiva a assistência nos territórios. A exemplo do que já vem sendo observado com as instituições filantrópicas, o reforço no financiamento tende a contribuir para maior equilíbrio das contas municipais, ampliando a capacidade de investimento e a qualificação dos serviços”, destacou Aldemir Soares.
A Tabela SUS Paulista, criada na gestão de Tarcísio de Freitas, é um programa de complementação financeira aos valores da tabela federal do SUS, voltado atualmente apenas a instituições filantrópicas e Santas Casas, funcionando como um instrumento dentro da estratégia de repasses estaduais.
Marcelo Lima (Podemos), prefeito de São Bernardo, que conta com quatro hospitais, afirmou durante o podcast Política em Cena, do Diário, que as prefeituras do Grande ABC continuam aguardando a Tabela SUS Paulista para os municípios.“Hoje o repasse acontece para as entidades sem fins lucrativos. Como a cidade tem uma Santa Casa, recebe. Na nossa conta, São Bernardo teria direito, por produtividade, em torno de R$ 120 milhões por ano. Portanto, hoje faço custeio da saúde pública de São Bernardo com recurso do tesouro, que representa 70% do gasto; 30% são do SUS. Então, a tabela viria para nos ajudar muito e dar previsibilidade do que vamos ter.”
Caso a medida seja regulamentada para incluir os hospitais municipais, a projeção é de que a iniciativa injete aproximadamente R$ 500 milhões por ano na saúde da região.
Procurado, o governo do Estado informou, por meio da Pasta da Saúde, comandada Eleuses Paiva, que os trâmites administrativos necessários estão em fase final nas secretarias da Saúde e da Fazenda e Planejamento. “A etapa é indispensável para garantir a sustentabilidade financeira, a segurança jurídica e a capacidade de execução do projeto em todo o Estado”, destacou.
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