Em Mauá Prefeito Marcelo Oliveira tem 15 dias para vetar ou sancionar texto aprovado na Câmara
FOTO: Denis Maciel/DGABC

As UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de Mauá podem ter, em breve, salas sensoriais para pacientes com TEA (Transtorno do Espectro Autista). O ambiente especial está previsto em projeto de lei recentemente aprovado de forma unânime na Câmara. O texto, de autoria do vereador Leonardo Alves (PSDB), segue para análise do prefeito Marcelo Oliveira (PT) que, no prazo médio de 15 dias, poderá sancionar ou vetar a nova legislação.
A política municipal de acolhimento sensorial prevê atendimento humanizado e acesso a locais adaptados por pacientes neurodivergentes. Os espaços devem oferecer um ambiente de baixa estimulação auditiva, visual e tátil. Para isso, a propositura sugere o isolamento ou a atenuação acústica nos ambientes, controle de intensidade e temperatura da iluminação, e a disponibilização de recursos terapêuticos básicos, a exemplo de abafadores de ruído.
O regramento, caso sancionado, determina que equipes de recepção e triagem passem por capacitação profissional para que possam identificar quais pacientes necessitam dos espaços adaptados.
O texto regulatório também autoriza a Prefeitura a firmar convênios e parcerias com a iniciativa privada ou com organizações da sociedade civil para as adequações nas salas e a aquisição de materiais.
Leonardo Alves explicou que o projeto de lei nasceu de uma necessidade das famílias atípicas de Mauá. “As salas de acomodação sensorial representam respeito, dignidade e cuidado com pessoas neurodivergentes, especialmente aquelas com TEA, que muitas vezes enfrentam situações de sobrecarga em ambientes de saúde. O objetivo da lei é o de garantir atendimento humanizado, acessível e preparado para acolher cada paciente de forma adequada às próprias necessidades”, disse.
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