Memória José Fábio Cassettari; São Bernardo, 11-5-1934 – 16-4-2026

Ele inscreveu sua história de vida de várias formas, mas sempre ligado à sua São Bernardo – menino da Rua Marechal Deodoro.
Irmão mais velho do Ciro, que partiu um pouco antes. Como o Ciro, goleiro do Palestra sempre Itália de São Bernardo. O árbitro de futebol. De repente, palmeirense de carteirinha e coração, aparece com a camisa de goleiro numa formação do Corinthians de Rudge Ramos.
- Só você para me aprontar uma dessas – declarou o querido Zeca ao ver sua foto nesta página Memória.
E Zeca sorriu, gostosamente, como sempre fazia. O eternamente bem-humorado Zeca Cassettari.
Um dia foi mal na meta do Palestra. A crítica mais ardida veio da beirada do campo.
- Pra por um goleiro desses é melhor por um machucado.
Aquilo feriu os brios do Zeca palestrino. Desceu a Marechal e foi jogar no gol do rival São Bernardo, o Esporte Clube São Bernardo, o de 1928, o verdadeiro.
Claro que a raiva e ressentimento passaram. Zeca retornaria ao Palestra. Participaria do ressurgimento do clube. Baluarte na conquista da área em Ferrazópolis, para a construção do novo campo. Batalhador em obras como o do ginásio do clube, hoje verdadeiramente um espaço comunitário para todas as gentes, inclusive os grandes forrós de uma população nordestina que veio se somar à comunidade italiana de São Bernardo.
Um dia, Zeca propôs:
- Vamos fazer um livro para celebrar os 50 anos do Palestra?
Convite aceito, sentenciou:
- Fique à vontade. Queremos um livro verdadeiro. Sem censura.
E assim foi.
- O livro ficou lindo – disse ele.
Linda é sua alma, querido Zeca, de tantos bilhetes, fotos, recortes, lembranças, que ajudaram na concretização desta memória de todos nós.
Crédito da foto 1 – Mário Ishimoto; reprodução: JH Medice Crédito da foto 2 – TV São Bernardo (divulgação) DOIS MOMENTOS. Zeca em 1985 para o livro do cinquentenário do Palestra; e a última homenagem em 13 de setembro de 2025 no campo do Brasil num jogo do seu Palestra com o Palmeiras do Ademir da Guia NAS ONDAS DO RÁDIO Todas as Copas. Capítulo 3. O choro em 50. O gol de Baltazar em 54. Barbosa e Castilho. Bigode e Friaça. Mário Américo, o massagista. O programa Memória deste domingo, terceiro de uma série de nove recordando todas as Copas do Mundo, desde a primeira em 1930 no Uruguai, será iniciado com o desastre de 1950 quando 180 mil torcedores, incrédulos, no jogo do título deixaram o Maracanã num silencio tão sepulcral que comoveu até os jogadores e os torcedores do time adversário, o Uruguai. Texto: Milton Parron Ninguém acreditava em derrota do escrete canarinho, nem mesmo em empate, e os uruguaios nos surpreenderam, 2 a 1 pra eles. Gols e lances desse jogo, e também de outros três, Brasil x México, Brasil x Iugoslávia e Brasil x Espanha, serão exibidos no programa e, também, depoimentos do goleiro reserva Castilho, do zagueiro Bigode, do ponteiro Friaça e do massagista Mário Américo. Os campeões Obdúlio Varela e Máspoli também foram ouvidos pela reportagem da Bandeirantes. Claro que a festa no Uruguai na chegada dos campeões, arquivada no Centro de Documentação e Memória da rádio Bandeirantes – CEDOM - será exibida no programa, assim como uma entrevista por mim realizada, muitos anos depois, em 1999, com o goleiro Barbosa, injustamente acusado pelo fracasso do nosso selecionado naquele mundial. Encerrando o programa, o gol de Baltazar, o terceiro do Brasil contra o México no mundial de 1954 na Suíça. O saudoso ponteiro Julinho Botelho, em entrevista ao programa em 1996, opina sobre a atuação do Brasil naquele campeonato do qual ele também participou. Semana que vem, ufa, 1958, Brasil na Suécia, que show!!! Memória - Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes em 86.3 e 90.9. Amanhã, às 7h; sexta-feira, às 23h. Disponível nas principais plataformas digitais, no Spotify e no Apple Podcast. Crédito da foto 3 – Memória alviverde JULINHO. A fala do ídolo em 1996 DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO Domingo, 25 abril de 1976 MANCHETE – América Latina vê forma de ampliar potencial agrícola. SÉRIE – A história dos bairros. Na terceira reportagem, Vilas Barcelona, em São Caetano. A série foi iniciada com a Vila Assunção, em Santo André; Batistini e Demarchi, em São Bernardo. EM 25 DE ABRIL DE... 1906 - Nasce, em Ribeirão Pires, Emílio Sortino, comendador e personalidade histórica de Santo André e do Grande ABC. Sortino tem o seu nome marcado em várias instituições, como a Apae andreense, Acisa e Primeiro de Maio. Estado aprova e manda adotar nas escolas públicas o livro “Caligrafia Musical”, do professor Manoel José Ferreira Pena. 1986 - Inaugurado o Centro Educacional, Assistencial e Esportivo do Sesi, em Mauá, na avenida Castelo Branco, entrada do Jardim Zaíra. HOJE Dia do Contabilista. Data instituída em 1925. Dia do Despachante Aduaneiro Dia Mundial da Luta contra a Malária Dia do Telégrafo Sem Fio MUNICÍPIOS BRASILEIROS
No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Itaberá e Tejupá.
Pelo Brasil: Acrelândia (AC), Arroio do Sal (RS), Brasilândia (MS), Caldeirão Grande (BA), Itacoatiara (AM) e Trajano de Moraes (RJ).
São Marcos 25 de abril Hoje, a festa de São Marcos Evangelista. Seu emblema é um leão alado, símbolo da cidade de Veneza, da qual é padroeiro. O primeiro a escrever os ensinamentos de Jesus.
Ilustração: Palco Católico (divulgação) Arte: Paulo César Nunes



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