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Petróleo fecha em alta com continuidade de tensões no Estreito de Ormuz

O WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange, fechou em alta de 3,66% (US$ 3,29), a US$ 92,96 o barril

22/04/2026 | 16:18
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FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O petróleo fechou em alta forte na sessão desta quarta-feira, 22, em meio à continuidade das tensões no Oriente Médio apesar do anúncio de extensão do cessar-fogo feito pelos EUA. O barril do Brent voltou a atingir o patamar dos US$ 100.

O petróleo WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 3,66% (US$ 3,29), a US$ 92,96 o barril.

Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 3,5% (US$ 3,43), a US$ 101,91 o barril.

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O petróleo operou com sinal negativo nas primeiras horas da manhã, em repercussão ao anúncio de extensão da trégua feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Em resposta, contudo, o Irã divulgou um vídeo ironizando o acordo. Assim, o preço da commodity passou a subir, com a falta de clareza sobre a continuidade das negociações entre os dois países para o fim permanente do conflito.

A imprensa internacional afirma que o Irã aguarda o fim do bloqueio dos EUA aos portos iranianos para retomar as conversas com os EUA. Pesando ainda mais no sentimento, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou nesta quarta-feira ter apreendido duas embarcações no Estreito de Ormuz. Além disso, a IRGC teria atacado outros navios que circulavam na via marítima.

Para o Swissquote, a volatilidade do preço do petróleo deve persistir, permanecendo elevado em comparação com o observado antes do início do conflito, "mas com espaço limitado para uma alta sustentada, visto que os preços mais altos pressionam a demanda".

Já na avaliação do Zaye Capital Markets, os mercados não precificam uma resolução completa da guerra, mas sim uma "redução controlada do risco", deixando o sentimento "frágil e altamente dependente de novos desdobramentos geopolíticos".

Além disso, os preços da commodity aceleraram os ganhos após dados de estoques de petróleo dos Estados Unidos. Os números, divulgados pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do país, apontaram uma alta de 1,925 milhão de barris, mas queda no volume estocado de gasolina e destilados.

*Com informações de Dow Jones Newswires




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