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Novo CD de Daniela Mercury é tecno e sensual


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

29/09/2001 | 15:13


A voz de Daniela Mercury continua a mesma, mas seu cabelo e sua música mudaram sensivelmente. Prova disso é o CD Sou de Qualquer Lugar (BMG, R$ 25 em média), que chega às lojas nesta semana. Na capa e no encarte, uma Daniela quase irreconhecível, com cabelos lisos e mais claros e em poses bem sensuais. Na música, ela engata um sério namoro com o tecno.

“Gosto muito da música eletrônica porque ela oferece a possibilidade de produzir timbres diferentes e também porque é jovem. Eu faço fusões com ritmos regionais, como o samba-reggae e o galope, da geração do axé”, diz.

De fato, Sou de Qualquer Lugar está bem distante de A Cor da Cidade, que a consagrou. Até seus parceiros de trabalho chamam atenção. O título, por exemplo, é o primeiro em sua carreira que surgiu de uma música de outro compositor. No caso, os autores são Lenine e Dudu Falcão. A faixa abre o disco e, sem dúvida, é uma das melhores.

Daniela ainda reverencia o mestre do mangue beat Chico Science com a regravação de A Praieira, e ganha a contribuição do conterrâneo Gilberto Gil com o xote Quem Quiser ser Bom que Seja.

Até Rita Lee está presente, com a música Mutante (parceria com Roberto de Carvalho). “Quis pegar um pouco desse jeito irônico, alegre e inteligente da Rita Lee. Estou aprendendo a compor com leveza e a falar das coisas de uma forma mais divertida”, afirma.

Mas surpresa mesmo foi a estréia do filho de Daniela, Gabriel Povoas, 17 anos, que divide a autoria de Aeromoça. “Ele criava no violão uma harmonia com batida latina e eu disse: ‘É bonita, segura aí’,” afirma a cantora, que depois colocou a letra, que seria inspirada em sua vida pessoal. “Foi uma brincadeira colocar nome de Aeromoça, porque a música tem um sentido muito mais existencial. Fala sobre voar, e eu, como ser humano, tenho de voar, ultrapassar limites, me aventurar”, afirma.

Dificilmente o público encontrará uma unidade no disco. Afinal, Sou de Qualquer Lugar coloca Daniela em diversas paisagens musicais, desde seu tradicional samba-reggae até o xote, maxixe e a disco music. “Talvez essa sede por coisas novas seja tão grande que tenha resultado em um CD eclético mesmo. Mas desde Swing da Cor não há unidade em meus discos”, diz.

Para Daniela, Sou de Qualquer Lugar tem um sentido maior do que o simples nome de um trabalho: “Significa me libertar de rótulos, não que me desagrade ser chamada de rainha do axé, tenho orgulho disso. Mas esse é o meu grito de liberdade”.

Bad girl – E se o ecletismo musical ou o flerte com o tecno não são exatamente novidades, a sua mudança no visual dá o que falar. Daniela garante que só alisou os cabelos e “deu umas picotadas” nos fios, que agora também ganharam um leve brilho dourado. Mas a impressão é de que está mais magra, mais jovem e muito mais sedutora.

“Quis expor a minha sensualidade mais que em outros discos. Digo, brincando, que é um exercício de poder. Mas não há nenhum exagero, não estou uma bad girl total (risos)”, diz a cantora que, por enquanto, não quer posar nua, caso surja algum convite.

“Estou me mostrando mais como compositora, artista e mulher nesse disco”, diz. Daniela afirma, ainda, que lançará um clipe, todo em animação, da música Beat Balanço, e que, em novembro, estreará o novo show, dirigido pelo jornalista Nelson Motta.

Daniela sabe que abraçou um grande desafio. A mudança visual pode ajudar a reforçar a idéia de que ela redefine seus conceitos musicais: “As pessoas confirmarão que existe algo diferente no disco, e que é coerente”. Pode até vir a ser vaiada pelos fãs ortodoxos como aconteceu quando colocou seu trio tecno no Carnaval de Salvador. Mas não tem medo: “Corro o risco de perder público, mas também corro o risco de ganhar”.



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Novo CD de Daniela Mercury é tecno e sensual

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

29/09/2001 | 15:13


A voz de Daniela Mercury continua a mesma, mas seu cabelo e sua música mudaram sensivelmente. Prova disso é o CD Sou de Qualquer Lugar (BMG, R$ 25 em média), que chega às lojas nesta semana. Na capa e no encarte, uma Daniela quase irreconhecível, com cabelos lisos e mais claros e em poses bem sensuais. Na música, ela engata um sério namoro com o tecno.

“Gosto muito da música eletrônica porque ela oferece a possibilidade de produzir timbres diferentes e também porque é jovem. Eu faço fusões com ritmos regionais, como o samba-reggae e o galope, da geração do axé”, diz.

De fato, Sou de Qualquer Lugar está bem distante de A Cor da Cidade, que a consagrou. Até seus parceiros de trabalho chamam atenção. O título, por exemplo, é o primeiro em sua carreira que surgiu de uma música de outro compositor. No caso, os autores são Lenine e Dudu Falcão. A faixa abre o disco e, sem dúvida, é uma das melhores.

Daniela ainda reverencia o mestre do mangue beat Chico Science com a regravação de A Praieira, e ganha a contribuição do conterrâneo Gilberto Gil com o xote Quem Quiser ser Bom que Seja.

Até Rita Lee está presente, com a música Mutante (parceria com Roberto de Carvalho). “Quis pegar um pouco desse jeito irônico, alegre e inteligente da Rita Lee. Estou aprendendo a compor com leveza e a falar das coisas de uma forma mais divertida”, afirma.

Mas surpresa mesmo foi a estréia do filho de Daniela, Gabriel Povoas, 17 anos, que divide a autoria de Aeromoça. “Ele criava no violão uma harmonia com batida latina e eu disse: ‘É bonita, segura aí’,” afirma a cantora, que depois colocou a letra, que seria inspirada em sua vida pessoal. “Foi uma brincadeira colocar nome de Aeromoça, porque a música tem um sentido muito mais existencial. Fala sobre voar, e eu, como ser humano, tenho de voar, ultrapassar limites, me aventurar”, afirma.

Dificilmente o público encontrará uma unidade no disco. Afinal, Sou de Qualquer Lugar coloca Daniela em diversas paisagens musicais, desde seu tradicional samba-reggae até o xote, maxixe e a disco music. “Talvez essa sede por coisas novas seja tão grande que tenha resultado em um CD eclético mesmo. Mas desde Swing da Cor não há unidade em meus discos”, diz.

Para Daniela, Sou de Qualquer Lugar tem um sentido maior do que o simples nome de um trabalho: “Significa me libertar de rótulos, não que me desagrade ser chamada de rainha do axé, tenho orgulho disso. Mas esse é o meu grito de liberdade”.

Bad girl – E se o ecletismo musical ou o flerte com o tecno não são exatamente novidades, a sua mudança no visual dá o que falar. Daniela garante que só alisou os cabelos e “deu umas picotadas” nos fios, que agora também ganharam um leve brilho dourado. Mas a impressão é de que está mais magra, mais jovem e muito mais sedutora.

“Quis expor a minha sensualidade mais que em outros discos. Digo, brincando, que é um exercício de poder. Mas não há nenhum exagero, não estou uma bad girl total (risos)”, diz a cantora que, por enquanto, não quer posar nua, caso surja algum convite.

“Estou me mostrando mais como compositora, artista e mulher nesse disco”, diz. Daniela afirma, ainda, que lançará um clipe, todo em animação, da música Beat Balanço, e que, em novembro, estreará o novo show, dirigido pelo jornalista Nelson Motta.

Daniela sabe que abraçou um grande desafio. A mudança visual pode ajudar a reforçar a idéia de que ela redefine seus conceitos musicais: “As pessoas confirmarão que existe algo diferente no disco, e que é coerente”. Pode até vir a ser vaiada pelos fãs ortodoxos como aconteceu quando colocou seu trio tecno no Carnaval de Salvador. Mas não tem medo: “Corro o risco de perder público, mas também corro o risco de ganhar”.

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