Implanon Implante subdérmico começa a ser ofertado para grupo inicial, mas deve ser ampliado para toda a rede municipal de saúde
FOTO: Divulgação/PSA

A rede municipal de saúde de Santo André começou a ofertar o implante contraceptivo subdérmico Implanon para mulheres em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa prevê alcançar cerca de 2.500 pacientes nos próximos meses e marca uma mudança na forma de organizar o acesso ao planejamento reprodutivo, priorizando quem enfrenta mais dificuldades para chegar aos serviços de saúde.
A ação parte de um modelo que inverte a lógica tradicional de atendimento: em vez de aguardar a procura espontânea, equipes atuam diretamente nos territórios para identificar a demanda e acompanhar as pacientes. Esse trabalho é realizado principalmente pelo programa Consultório na Rua, que já possui experiência no atendimento a populações em contextos mais sensíveis.
“Estamos falando de uma política pública que não espera a mulher chegar até nossa rede de saúde, mas que vai até onde ela está. Muitas dessas pacientes enfrentam uma série de barreiras sociais, econômicas e até geográficas e o nosso papel é justamente reduzir essas distâncias. Ao ofertar um método seguro, de longa duração e sem dependência do uso diário, conseguimos garantir mais autonomia e segurança no planejamento de vida dessas mulheres”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.
Método contraceptivo de alta eficácia
Com liberação de etonogestrel até três anos, o Implanon é inserido sob a pele. Por não depender do uso diário, ele reduz significativamente as falhas associadas a outros métodos, tornando-se uma alternativa mais segura em situações em que a continuidade do cuidado pode ser um desafio. Para viabilizar a iniciativa, o município recebeu 2.500 unidades do Ministério da Saúde, com previsão de expansão do fornecimento.
Neste primeiro momento, o programa é direcionado a mulheres entre 14 e 49 anos que se enquadram em critérios clínicos e sociais específicos, incluindo situações de rua, doenças crônicas, uso de substâncias e histórico de violência. A medida reforça o compromisso do município em reduzir desigualdades e qualificar o acesso ao SUS (Sistema Único de Saúde).
A oferta está concentrada nas ações do Consultório na Rua, mas a proposta é ampliar gradualmente o acesso para outros pontos da rede municipal. Durante o atendimento, as pacientes recebem orientação completa sobre métodos contraceptivos e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, podendo decidir de forma livre se deseja receber o implante. “A proposta é garantir acesso com qualidade, segurança e integração entre os serviços, trazendo cuidado e informação para as pacientes do nosso município”, destaca o secretário de Saúde, Edson Salvo.
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