Política Titulo Em pedido da PF

Moraes abre inquérito para apurar suposta calúnia de Flávio Bolsonaro contra Lula

No documento, é descrito que o parlamentar publicou conteúdo associando a imagem de Maduro ao presidente Lula, acompanhado de uma mensagem em que afirmava que ele "será delatado"

15/04/2026 | 12:30
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FOTO: Marcelo Camargo/Lula Marques/Agência Brasil
FOTO: Marcelo Camargo/Lula Marques/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Atendendo a um pedido da PF (Polícia Federal), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes abriu um inquérito para investigar uma suposta calúnia do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a representação enviada ao Supremo, o caso teve origem em um pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública para apuração de uma postagem feita por Flávio em 3 de janeiro de 2026 no X (antigo Twitter).

No documento, é descrito que o parlamentar publicou conteúdo associando a imagem do ditador Nicolás Maduro, da Venezuela, ao presidente Lula, acompanhado de uma mensagem em que afirmava que Lula "será delatado" e relacionava o episódio ao "fim do Foro de São Paulo", citando supostos vínculos com o tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, além de apoio a terroristas e ditaduras.

DGABC

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"A Polícia Federal sustentou que após Flávio afirmar que o Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva será delatado, ou seja, realizando clara menção ao instituto da colaboração premiada, menciona a prática de crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e fraudes em eleições", diz Moraes na decisão.

"Trata-se, portanto, de publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de pessoas, por meio da qual se imputa fatos criminosos ao Presidente da República", complementa.

O ministro determinou o envio dos autos à PF, para que sejam adotadas as "providências cabíveis" em 60 dias.




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