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Irã diz manter diálogo com EUA via Paquistão, enquanto busca alternativas a bloqueio em Ormuz

Segundo o porta-voz, as posições de Teerã são "claras e consistentemente transmitidas", e uma delegação paquistanesa pode visitar o país em breve.

15/04/2026 | 11:32
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta quarta-feira (15) que a troca de mensagens com os Estados Unidos continua por meio da mediação do Paquistão, indicando a manutenção de canais diplomáticos abertos em meio às tensões entre as partes. Segundo ele, as posições de Teerã são "claras e consistentemente transmitidas", e uma delegação paquistanesa pode visitar o país em breve.

Autoridades envolvidas na mediação entre EUA e Irã avançaram nas negociações para estender o cessar-fogo, com um acordo em princípio para prolongar a pausa nas hostilidades, segundo a Associated Press. As tratativas buscam destravar impasses sobre o programa nuclear iraniano, o controle de Ormuz e compensações por danos de guerra. Apesar disso, o presidente Donald Trump afirmou que não considera necessária a prorrogação da trégua. À ABC News, ele disse que "não está pensando" em estendê-la.

Em paralelo, o Irã avalia alternativas para manter o fluxo de comércio diante do bloqueio americano no Estreito de Ormuz. De acordo com a agência iraniana Mehr News, Teerã estuda utilizar portos no sul do país para viabilizar exportações e importações, embora sem detalhar quais estruturas seriam empregadas.

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Dentre as exigências impostas por Teerã para negociar está o cessar-fogo no Líbano. Fontes ouvidas pela emissora Al Mayadeen indicam que um cessar-fogo entre Israel e Líbano pode começar ainda nesta noite, com duração inicial de uma semana e alinhado ao prazo da trégua entre Irã e EUA. Hoje, porém, Israel voltou a atingir o sul do Líbano, com bombardeios em áreas como a cidade de Tiro, mesmo após negociações inéditas com autoridades libanesas em Washington.




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