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Especialista explica como música pode reduzir cortisol e ajudar no sono

Entenda motivo do qual o cérebro responde tão bem ao som quando o assunto é relaxar

14/04/2026 | 15:09
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FOTO: Reprodução/Unimed Campinas
FOTO: Reprodução/Unimed Campinas Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Tem dificuldades para dormir? Saiba que isso é um problema cada vez mais comum. Segundo a Associação Brasileira do Sono, cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem de insônia ou distúrbios relacionados ao sono, o que corresponde a 34,2% da população. Mas a solução pode ser mais familiar e mais simples do que parece: a música.

“A música aciona áreas do cérebro ligadas à memória, às emoções e à coordenação. Quando bem escolhida, ela é capaz de reduzir a ansiedade, regular a respiração e induzir o corpo a um estado de calma, favorecendo o sono”, explica Déborah Rossi, professora de Música da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo. 

Qual playlist escolher para dormir? 

DGABC

Segundo Déborah, músicas clássicas, instrumentais ou sons de natureza são as mais indicadas para embalar o sono. O ideal seria optar por melodias com tonalidades suaves, volume baixo e ritmo constante. “A previsibilidade do ritmo transmite segurança ao cérebro, evitando surpresas sonoras que poderiam causar despertares noturnos”, explica.

Como a música age no cérebro 

Ouvir música não é apenas uma experiência passiva e estética, mas também fisiológica. Sons mais lentos, suaves e previsíveis ajudam a sincronizar os batimentos cardíacos e a respiração, enquanto harmonias estáveis e melodias delicadas criam um clima de tranquilidade. Estudos apontam que músicas em torno de 60 a 80 BPM (Batidas Por Minuto) são especialmente eficazes para preparar o corpo para dormir. 

Além disso, ouvir música pode estimular a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer, e reduzir os níveis de cortisol, hormônio do estresse. “Esse equilíbrio químico no cérebro ajuda não só a adormecer mais rápido, mas também a melhorar a qualidade do sono profundo”, ressalta a professora.

Bem-estar terapêutico

Os benefícios da música não se restringem à hora de dormir. Ela também pode ser usada para relaxamento ao longo do dia, estudo e até como ferramenta terapêutica. Sessões de musicoterapia, por exemplo, auxiliam na redução da ansiedade, na regulação emocional e até na reabilitação cognitiva em pacientes com Alzheimer, Doença de Parkinson e sequelas de AVC (Acidente Vascular Cerebral). A docente conclui mencionando a importância do equilíbrio da música e do silêncio, para que não substitua o espaço de reflexão.




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