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Basta! Basta! Basta!

14/04/2026 | 08:54
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Basta! Basta! Basta! Até quando? O assassinato da enfermeira Elane Amorim Santana, 39 anos, em São Bernardo, esfrega no rosto da sociedade um cenário que exige reação imediata do poder público nas cidades do Grande ABC. O sexto feminicídio registrado na região em 2026 revela que os ataques às mulheres seguem presentes mesmo em ambientes familiares descritos por vizinhos como rotineiros. Esse contraste entre aparência cotidiana e desfecho fatal indica falhas na identificação de riscos e na oferta de proteção. Diante disso, prefeituras, forças de segurança e redes de atendimento social precisam agir de forma coordenada para ampliar mecanismos de prevenção. É preciso estancar a violência!

Não é possível que as autoridades assistam inertes a esta verdadeira chacina. Uma atitude necessária consiste em fortalecer serviços de acolhimento e orientação voltados a mulheres que vivem situações de ameaça ou ruptura conjugal. Muitas vítimas seguem dividindo residência com o agressor após separação, condição que amplia vulnerabilidade. Municípios devem ampliar casas de passagem, equipes de assistência social e canais de denúncia acessíveis durante 24 horas. Ao mesmo tempo, guardas municipais e polícias têm de intensificar o acompanhamento de medidas protetivas concedidas pela Justiça, com monitoramento de agressores e visitas periódicas às vítimas, de modo a reduzir risco de ocorrências.

Outro eixo de ação que está a demandar implementação imediata envolve educação e mobilização comunitária. Campanhas podem informar moradores sobre sinais de violência doméstica e orientar formas seguras de denúncia. Escolas, unidades de saúde e centros comunitários podem atuar na identificação precoce de conflitos familiares, encaminhando os casos às autoridades. A articulação entre municípios da região permitiria padronizar protocolos e compartilhar dados sobre ocorrências. Ao tratar o feminicídio como problema coletivo e não apenas policial, o Grande ABC pode se tornar exemplo de como interromper ciclos de agressão antes que virem tragédias. O esforço valerá a pena.

DGABC



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