Política Titulo DANÇA DAS CADEIRAS

As baixas no governo Tarcísio rumo às eleições de outubro

Mudanças afetam Casa Civil, Agricultura, Turismo, Esporte e Relações Institucionais

Marcela Vasconcelos
12/04/2026 | 18:08
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 O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) sofreu baixas no secretariado diante do período pré-eleitoral. O Executivo paulista precisou agilizar mudanças nos nomes que vinham conduzindo as pastas de Agricultura e Abastecimento, Relações Institucionais, Casa Civil, Esporte e Turismo e Viagens.

O calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o dia 4 de abril como a data-limite para os chefes do Executivo renunciarem aos seus mandatos, caso queiram concorrer a outro cargo nas Eleições Gerais de 2026. A mesma regra vale para secretários de governo que desejam disputar cargos eletivos, com mandato para o Legislativo ou Executivo.

A primeira saída do governo de São Paulo foi a do deputado federal Guilherme Derrite (Progressistas), que optou por retomar seu mandato em Brasília e concorrerá em outubro a uma vaga ao Senado. O delegado da polícia civil Osvaldo Nico assumiu a pasta, tendo o ex-chefe da Defesa Civil coronel Henguel Ricardo Pereira como secretário-executivo da Segurança Pública.

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Entre os novos nomes, o ex-presidente do Incra Geraldo Melo Filho assumiu como secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo em janeiro de 2026. Ele substituiu Guilherme Piai (Republicanos), que comandou a pasta entre 2023 e 2025 e deixou o cargo para se candidatar a deputado federal. Piai sucedeu inicialmente Antonio Junqueira, que iniciou o governo Tarcísio à frente da pasta.

O presidente do Republicanos em São Paulo, Roberto Carneiro, é o novo secretário de Governo e Relações Institucionais. A mudança ocorreu em razão da saída de Gilberto Kassab, no mês passado. O ex-ministro decidiu se dedicar à atuação partidária como presidente nacional do PSD e lançar candidatura própria à Presidência da República.

Antes, porém, o republicano passou pela Casa Civil para substituir Arthur Lima, que foi transferido para a Secretaria da Justiça e Cidadania. Desde 1º de janeiro de 2023, a pasta era comandada por Fábio Prieto de Souza, que decidiu voltar a advogar. Hoje, uma das secretarias mais importantes do governo está nas mãos de Nerylson Lima, que atuou como subsecretário do Tesouro do Estado de São Paulo.

Outro que vai disputar uma vaga como deputado federal é Roberto de Lucena (Republicanos), que deixou a pasta de Turismo e Viagens livre para a posse de Ana Biselli Aidar, nesta semana. Segundo o governo, a doutora e mestre em administração de empresas é a primeira mulher a comandar a secretaria.

Já na Secretaria de Políticas para a Mulher, a delegada de polícia Adriana Liporoni é a atual comandante. Com experiência como coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher, a delegada assumiu a vaga deixada por Valéria Bolsonaro (PL). A deputada estadual retomou seu posto na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em dezembro, de olho na reeleição.

Focada em disputar uma vaga para a Câmara Federal, a coronel Helena Reis (PSD) deixou a pasta do Esporte antes do período final de desincompatibilização. A jornalista Claudia Carletto se juntou às outras seis mulheres que já chefiaram secretarias no primeiro escalão do governo paulista. Antes, ela comandava a presidência da Fundação Casa.





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