Saiu do vermelho Gestão Marcelo Lima salta do C para B; Mauá mantém ponta e Rio Grande cai na avaliação do Tesouro
FOTO: Celso Luiz/DGABC

São Bernardo apresentou evolução no seu quadro financeiro ao sair do vermelho para o verde na classificação da Capag (Capacidade de Pagamento), analisada pela Secretaria de Tesouro Nacional. O governo do prefeito Marcelo Lima (Podemos) subiu a avaliação de C para B neste ano, cenário que abre o caminho para obtenção de financiamentos com o selo de garantia da União visando tirar obras de grande impacto à população. No Grande ABC, Mauá segue como maior referência a ser detentora do selo B +.
Outras cinco cidades da região obtiveram avaliação C, na qual destaca pendências para se alcançar a boa saúde fiscal. O destaque contrário vai para Rio Grande da Serra, que no ano passado, a exemplo de Mauá, obteve B+ no Tesouro Nacional, mas registrou retrocesso em 2026. A Capag é um dos principais parâmetros utilizados pelo governo federal a fim de autorizar operações de crédito mediante saúde financeira do ente federativo, com classificações que variam entre A, índice mais elevado, a D, o menos favorável.
Maior município do Grande ABC, São Bernardo provou, neste ano, que consegue pagar suas contas e ainda guardar cerca de 8% do que arrecada para novos investimentos e obras. A avaliação também destaca a transparência da Prefeitura mediante dados, enviados ao governo federal, considerados confiáveis. Esse equilíbrio entre o que entra e o que sai no tesouro municipal demonstra uma gestão com maior controle de seu caixa, assim garantindo que a cidade tenha fôlego para honrar seus compromissos.
“Quando assumimos São Bernardo, em 2025, tínhamos a clareza de que não seria possível investir em grandes obras na cidade sem antes colocar as contas em ordem. Enfrentamos um cenário de dívidas de toda ordem. O resultado, já no primeiro ano de gestão, mostra que fizemos a lição de casa da maneira correta, com responsabilidade. Essa nota B na Capag não é apenas um número, ela representa a confiança que estamos construindo com os organismos de financiamento, e abre caminho para que possamos entregar mais serviços e obras de impacto para a nossa população”, afirmou Marcelo Lima.
Enquanto isso em Mauá, o governo do prefeito Marcelo Oliveira (PT) manteve o B+ pelo terceiro ano consecutivo. “É mais uma prova da seriedade e do compromisso que temos com o nosso povo. Cuidamos dos recursos públicos com transparência e responsabilidade. Estamos realizando obras importantes e implantando políticas públicas que visam à qualidade de vida das pessoas, sempre investindo de maneira responsável, contando com a parceria do governo do presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva, PT)”, disse o petista.
CIDADES NOTA C
Em Rio Grande da Serra, o prefeito Akira Auriani (PSB) assegurou que a cidade vai recuperar a nota B até 2027. “A pandemia (da Covid-19) gerou um equilíbrio fiscal forçado, pois embora os gastos com saúde tenham subido, o custeio da máquina pública recuou drasticamente devido ao isolamento social. Quando as atividades retomaram, a cidade contava com uma estabilidade temporária de caixa. Mas ao assumirmos a gestão, encontramos um cenário crítico, com compromissos que comprometiam severamente a saúde financeira do município. Mas nossa meta é clara: buscar o reequilíbrio”, atestou.
Prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (Cidadania) ressaltou que o governo já trabalha para atender aos indicadores do Tesouro Nacional: “Temos um plano claro para melhorar a capacidade de pagamento. A nota atual reflete um momento de reorganização financeira, e estamos trabalhando de forma estruturada para avançar nesse indicador. Nossa meta é alcançar a nota B até o fim de 2026, e isso passa por uma série de medidas já em andamento, como o fortalecimento da arrecadação própria e o controle rigoroso das despesas”.
São Caetano, Diadema e Ribeirão Pires também apresentaram notas C na Capag. Diferentemente dos entes que alcançaram A ou B, tais cidades até podem obter financiamentos, mas sem a garantia da União, pagariam valores e juros maiores, o que oneraria ainda mais o bolso do contribuinte em longo prazo.
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