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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 12 de abril de 2026

12/04/2026 | 09:17
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Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Trens velhos da CPTM – 1

‘Deixaram o Grande ABC com os trens velhos para depois privatizar’ (Setecidades, dia 10). O governo do Estado, de forma unilateral, por meio do sr. secretário Rafael Benini, decidiu realizar a troca da frota dos trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Os nossos prefeitos não foram ouvidos, assim como a bancada Legislativa da região. Tal decisão provocará a queda da qualidade do modal ferroviário em detrimento dos interesses no processo de privatização. O secretário conhece o tamanho da população e a pujança econômica do Grande ABC, a quarta em produzir riquezas no País. Tomada de decisão equivocada e desrespeitosa. Não se faz política na canetada. O silêncio das autoridades demonstra a falta de empatia com os usuários, precarizando as viagens. O Diário externou sua posição contrária à decisão, que fere os princípios federativos com os municípios das sete cidades e traz repulsa, simbolizando o autoritarismo e contrariando o bem comum.

Ronaldo Duran - Santo André

DGABC

Trens velhos da CPTM – 2

Fazem de propósito. Vão usar a desculpa que o ideal é privatizar para melhorar.

Andressa Colleto - do Instagram

Múltiplas visões sobre a IA

‘Conteúdos falsos criados com IA mais que triplicam entre 2024 e 2025’ (www.dgabc.com.br). Lendo os jornais de maior circulação do País, deparei-me com um tema impossível de ignorar: a inteligência artificial e suas múltiplas interpretações. Cada veículo aborda o assunto a partir de sua própria lente. Um deles alerta para o risco cognitivo de uma tecnologia que, ao facilitar demais, pode enfraquecer nossa capacidade de concentração. Já outro enxerga na IA o motor de uma nova dinâmica de mercado, política e investimentos. Um terceiro expõe o dilema educacional – entre o fascínio e o medo. Por fim, outra publicação traz à tona uma dimensão mais sensível, quase moral, ao lembrar que a tecnologia pode ser um dom, mas não substitui o humano – nem deve ser confundida com ele. No fim, o que se vê não é consenso, mas um retrato da nossa própria incerteza diante de algo que avança mais rápido do que nossa capacidade de compreender. De repente, todos parecem entender de inteligência artificial – ou, ao menos, sentem a necessidade de opinar. Entre diagnósticos apressados e entusiasmos exagerados, a IA virou palco de um velho hábito humano: falar antes de entender. Ferramentas sempre ampliaram capacidades. A diferença é que, desta vez, corremos o risco de usá-las não para pensar melhor – mas para pensar menos. Ao delegarmos à máquina o esforço da concentração, da leitura e da interpretação, não estamos apenas ganhando tempo: podemos estar perdendo profundidade. A tecnologia avança em ritmo acelerado. Já a compreensão humana segue no compasso de sempre – hesitante, fragmentada e, muitas vezes, superficial. Quem usa a inteligência artificial como ferramenta amplia o pensamento; quem a transforma em muleta, abre mão dele. Aí está a diferença: quem pensa continua responsável pelo que escreve. 

Izabel Avallone - Capital




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