
Os preços de energia nos Estados Unidos saltaram 10,9% em março ante fevereiro, registrando a maior variação mensal desde setembro de 2005, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira, 10, pelo Departamento de Trabalho do país. O avanço foi puxado pela gasolina, que subiu 21,2% no mês, maior alta da série histórica, e pelo óleo combustível, com ganho de 30,7%.
A eletricidade teve acréscimo de 0,8%, enquanto o gás natural recuou 0,9%. Os preços de alimentos ficaram estáveis na comparação mensal.
Em 12 meses, os preços de energia avançaram 12,5%, com alta de 18,9% na gasolina.
A disparada nos preços de energia reflete a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que elevou os riscos ao fluxo global de petróleo diante do bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa uma fatia relevante da oferta mundial.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) cheio dos EUA subiu 0,9% em março ante fevereiro e 3,3% na comparação anual.
Já o núcleo, que exclui itens voláteis como energia e alimentos, subiu 0,2% no mês passado ante o anterior e 2,6% em relação aos 12 meses anteriores.
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