Internacional Titulo Rússia e Ucrânia

Kremlin: paz de longo prazo pode começar, se Zelenski tomar as decisões apropriadas

Putin anunciou um cessar-fogo por ocasião da Páscoa, válido das 16h de 11 de abril até o fim de 12 de abril

10/04/2026 | 08:52
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O Kremlin afirmou que uma paz de longo prazo na Ucrânia "pode começar hoje", caso o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, tome "as decisões apropriadas", em meio à trégua de Páscoa anunciada por Moscou. A declaração, feita pelo porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, foi compartilhada via pool de imprensa do Kremlin organizado pela agência RIA Novosti.

Segundo Peskov, a Rússia não busca um cessar-fogo temporário, mas um acordo mais amplo e duradouro. "Como já dissemos repetidamente, e como o presidente Vladimir Putin afirmou, não querer um cessar-fogo, mas sim paz duradoura e sustentável", disse.

Cessar-fogo

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Putin anunciou um cessar-fogo por ocasião da Páscoa, válido das 16h de 11 de abril até o fim de 12 de abril, no horário local. Peskov enfatizou que a medida tem caráter "exclusivamente humanitário", destacando o significado religioso da data para russos e ucranianos. "A Páscoa é um feriado sagrado para o nosso país, assim como para a Ucrânia e o povo ucraniano", afirmou. "Portanto, trata-se de uma iniciativa de natureza puramente humanitária."

O porta-voz acrescentou que o Kremlin tomou conhecimento da declaração de Zelenski de que Kiev seguirá o exemplo de Moscou em relação à trégua. Ainda assim, Peskov voltou a indicar ceticismo em relação ao histórico recente, ao lembrar que, segundo Moscou, iniciativas semelhantes teriam sido descumpridas no passado. Nesse contexto, ele reforçou que uma solução duradoura para o conflito depende de decisões políticas por parte da liderança ucraniana. "Uma paz de longo prazo pode começar hoje, se Zelenski tomar as decisões apropriadas", afirmou.

Na frente externa, Peskov também comentou a visita de Kirill Dmitriev, representante especial do presidente russo para investimentos e cooperação econômica, aos Estados Unidos. Ele confirmou a viagem, mas ressaltou que Dmitriev "não conduz negociações sobre a resolução do conflito na Ucrânia" e que a visita "não constitui uma retomada das negociações", estando restrita à agenda econômica e à retomada da cooperação bilateral com os americanos nesse campo.




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