Política Titulo Após expulsão

Tite ataca Auricchio: “político menor”

Prefeito de São Caetano fez a declaração após criticar o PL, que poderá ter no diretório municipal nomes alinhados à esquerda

08/04/2026 | 17:10
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FOTO: Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Menos de 24 horas após ser expulso do PL, o prefeito de São Caetano, Tite Campanella, subiu o tom contra sua antiga casa, a qual, segundo o chefe do Executivo são-caetanense, tem nomes alinhados à esquerda. Na ocasião, aproveitou para atacar o antecessor, José Auricchio Júnior (PSD), amigo do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB). O ex-liberal não cravou em qual partido vai se filiar, mas fez acenos ao Republicanos.

Para Tite, existem dois Partidos Liberais, o da direita bolsonarista e o comandando por Valdemar Costa Neto, presidente nacional da sigla, que integrou a base governista nos dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Inclusive, foi acusado de participação no escândalo do mensalão, pelo qual foi julgado em 2012 e condenado a sete anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“O PL começa dar amostras de certa insegurança ideológica e partidária. Isso vai ficar muito claro na próxima executiva municipal, na nominata. É só dar uma busca (nos nomes) de quem vai fazer parte dessa diretoria e ver em quem votaram nas eleições de 2022, com quem andam e quem são seus companheiros de copa e cozinha”, disse Tite.

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Para pessoas próximas, a declaração foi interpretada como indireta a Auricchio, que faz questão de mostrar sua proximidade com Alckmin ante o distanciamento da postura conservadora defendida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pelo pré-candidato ao Planalto, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Auricchio, segundo fontes ouvidas pelo Diário, poderá atuar nos bastidores para garantir aliados do deputado estadual, o seu filho, Thiago Auricchio (PL), no comando da sigla.

Apesar da movimentação do ex-prefeito nos bastidores, Tite não acredita que o adversário político tenha influência suficiente para colocar cartas sobre a mesa. “Ele é um político menor, que não tem essa interferência em nível estadual e federal”, afirmou ao Diário.

O vereador Cicinho Moreira, que renunciou ao cargo de presidente municipal assim que tomou conhecimento da expulsão de Tite do PL na terça-feira (7), traçou à reportagem o panorama sobre a condução do partido na cidade. Questionado se a estadual poderia intervir no diretório, explicou que, quem tem voto ou mandato deve ser alçado para o trabalho e citou Thiago Auricchio. “O deputado (Thiago) hoje é o nome da região no PL. Vai ter essa condução (transição no diretório) por ele ou por alguém ligado a ele”.

Procurado, o deputado Thiago Auricchio não se manifestou.




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