Banco Central O BC negou uma autorização para transferir o controle do então Banco Máxima, que seria rebatizado, para Vorcaro em fevereiro de 2019
FOTO: Paulo Pinto/Agência Brasil

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta quarta-feira, 8, que não há nenhum processo ou sindicância que aponte para culpa do seu antecessor, Roberto Campos Neto, no crescimento ou nas fraudes que envolvem o Banco Master. "Não há, em nenhum processo de auditoria ou de sindicância, nada que encontre qualquer culpa por parte do ex-presidente Roberto Campos", comentou Galípolo durante audiência da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do crime organizado, no Senado.
Campos Neto presidiu o BC entre 2019 e 2024, período em que o Master foi oficialmente transferido para o controle de Daniel Vorcaro e cresceu substantivamente. Ele havia sido convocado para comparecer à CPI, mas faltou nesta quarta-feira.
O BC negou uma autorização para transferir o controle do então Banco Máxima, que seria rebatizado Master, para Vorcaro em fevereiro de 2019. Em outubro daquele ano, a autoridade monetária mudou de posição e decidiu autorizar a transferência.
Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), Vorcaro chegou a apelar ao então diretor de Fiscalização, Paulo Sérgio Neves Souza, para conseguir autorização para a transferência, ainda em fevereiro de 2019. Souza é suspeito de ter recebido mesadas para trabalhar a favor de Vorcaro no BC.
Galípolo relatou que, ainda em 2023, Campos Neto havia solicitado justamente a Paulo Souza, que ainda era diretor de Fiscalização, uma análise do balanço do Master. No fim de 2024, a área de Fiscalização também pediu análises a três escritórios de advocacia.
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