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Feirão de empregos na saúde oferece 484 vagas em São Bernardo

O objetivo do feirão é conectar candidatos às empresas e ampliar as chances de contratação destacou diretora do CTR

João Vittor Espindula
Especial para o Diário
07/04/2026 | 13:09
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em comemoração ao Dia Mundial da Saúde foi realizado nesta terça-feira (07), São Bernardo realizou um feirão que reuniu 10 empresas da área e disponibilizou 484 vagas para diferentes níveis de qualificação. A iniciativa, promovida pela Prefeitura, atraiu   candidatos da região e até da Capital paulista em busca de  oportunidades.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Juventude, Alípio Costa Filho, destacou que o evento foi estruturado para atender a alta demanda do setor. “As vagas são voltadas não só para São Bernardo, mas para a população em geral. Elas são voltadas tanto para a rede pública quanto privada”, afirmou.

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Entre as empresas participantes estava o Grupo Bionutri, com sede na cidade e atuação em todo Grande ABC. Segundo a recrutadora Daniela Regina Fernandes, o processo começa com a triagem de currículos. “Buscamos pessoas engajadas com o propósito da empresa, que tenham conhecimento técnico e vontade de trabalhar e crescer”, explicou. 

A exigência de experiência foi um dos principais obstáculos apontados pelos candidatos. A técnica de enfermagem Paloma Andrade, de 43 anos, de São Bernardo, afirmou que enfrenta dificuldades desde que se formou, em 2019. “Eles não dão chance para quem não tem bagagem. A  idade também pesa”, relatou. 

Apesar disso, ela vê no feirão uma possibilidade concreta de inserção. “Estou com mais esperança, porque as oportunidades aparecem.”

Já a profissional Dara Palagani, moradora de Santo André, busca cargo  para complementar a renda. “Quando você vai direto nas empresas, muitas vezes só entra por indicação. No feirão, não é assim”, disse. 

Situação semelhante vive Edmilson dos Santos, de Diadema, que tenta migrar da área de manutenção para a radiologia. “A área da saúde é grande, mas é muito fechada.” 

A iniciativa reforça o papel dos feirões como ponte entre empresas e trabalhadores, especialmente em um setor que, apesar da demanda, ainda impõe barreiras para quem tenta ingressar ou se recolocar no mercado.




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